" /> Captain's Blog: January 2004 Archives

« December 2003 | Main | February 2004 »

January 30, 2004

Vroom, vroom...

...ou melhor, bzzzzzzzzzzzzz... ;-)

Pegamos o nosso Prius ontem à noite. Eu voltei dirigindo, experimentando a navegação GPS.

E pior que mesmo assim ainda me perdi duas vezes. Não por culpa do carro, claro. Eu é que sou cabeção mesmo e me atrapalhei.

Além disso, o carro não consegue entender quando eu dou os comandos de voz para ele. Ele só funciona para a Lydia. Fiquei magoado...

Mulher no volante, perigo constante

Graças à sabedoria trazida pela fé muçulmana, finalmente descobriu-se o que é que causou a degeneração da sociedade ocidental: mulheres dirigindo carros!

De posse dessa informação, vou fazer a minha parte para melhorar este mundo. Lydia, devolve a chave do carro já! :-P

O artigo é muito precioso para ser perdido, então eu vou transcrevê-lo abaixo.

Women Driving Cars Is a Sinful Thing: Al-Qarni
Raid Qusti, Arab News Staff

sheikh.jpg
Sheikh Ayed Al-Qarni

MAKKAH, 25 January 2004 — Sheikh Ayed Al-Qarni, the well-known Islamic scholar, has denied telling the press that it was permissible for women to drive cars in Saudi Arabia. Al-Qarni was responding to reports in Arab News and other papers published two weeks ago.

“I have recently stated that the issue of women not driving cars is not considered to be one of the basics of our religion. What I meant by that was that it is a subsidiary issue. The statement was used against me. It was then portrayed as if I had said it was permissible for women to drive cars in our country and this is something that is totally wrong,” he told Al-Madinah newspaper.

The sheikh said he did not understand how his statement to the press could have been misused when he made it clear that he would not allow his own daughters or sisters to drive.

Al-Qarni also said he mentioned clearly that such an issue should be brought up with the relevant religious institution. What he meant, he said, was that the senior Islamic scholars in the Kingdom had already issued fatwas (religious edicts) saying that women driving cars was sinful and not permissible in Islam. “My statements were misused. This is not the right way for those who search for the truth,” he said. He set out four statements as clarification:

“One: I do not see women driving cars in our country because of the consequences that would spring from it such as the spread of corruption, women uncovering their hair and faces, mingling between the sexes, men being alone with women and the destruction of the family and society in whole.

“Two: Sadd Al-Dharaie principle (the closing of doors which could lead to corruption or sinful actions) is one of the values in our religion. Women driving cars is a sinful thing. It is used by those who want to wage a war against purity and hijab.

“Three: One of the principles of our religion is protecting honor and moral values. Women driving cars would threaten these principles because of the dire consequences resulting from it.

“Four: Such public issues must be brought up with the certified religious institution who have the say in such matters as I have said many times before.”

January 29, 2004

Ainda os cachorrinhos

Gente, lembram disto aqui? Eu sei que está também aqui no topo da página, mas depois que a gente se acostuma a ver alguma coisa num layout, tende a "esquecer" que ela está lá.

Pois é, ainda tem filhotes sobrando que precisam que ser adotados logo... vamos ligar para os amigos e parentes, falar com os vizinhos, etc? Por favor? :-)

Observação: eu sei que faltam fotos de dois deles ainda na página, mas a culpa não é minha. É da Érica. :-P

January 28, 2004

Pau nos ateus!

Não tem jeito. Eu queria dar um tempo com os assuntos polêmicos, mas eu preciso falar sobre isto.

A Luciana colocou este post no blog dela indicando um artigo que viu também referenciado em outros blogs. O texto fala de como o ateu é abertamente discriminado na imprensa do Brasil, e não se faz nada à respeito.

É uma leitura bacana que eu recomendo a todo mundo, ateu ou não. Faz abrir os olhos ao que as pessoas falam por aí, muitas vezes por costume, sem nem se dar conta. Eu já estou ciente disso faz tempo, mas tem montes de gente que nunca parou para pensar sobre isso ou colocar reparo quando vê isso acontecendo.

Clique aqui para ler o artigo.

Eu não quero iniciar outro debate ou outro quebra pau. Só quero que vocês leiam e pensem no assunto. Não precisam nem deixar comentário aqui...

January 27, 2004

Mudando de assunto

Já estou com dor de cabeça de tanto pensar em assunto sério, então para dar uma arejada na idéia...

Alguém já viu a imagem de como vão ser as tropas do Imp... oops, República, no novo (e espero que último) filme de Star Wars? Clique na fotinho abaixo.

Comentário genial do Rique:

"Colocaram a gaita no lugar errado. A boca é mais embaixo."

Agradecimentos e controvérsia

Gente, queria agradecer ao pessoal que está manifestando as suas opiniões nos meus posts.

Não coloco posts aqui só para receber elogios, o debate realmente é bem vindo. Opiniões contrárias me ajudam a reavaliar as minhas posições. Afinal, não acho que eu sempre estarei certo (se é que estive certo alguma vez).

O principal motivo para eu comentar assuntos controversiais aqui é justamente iniciar o debate entre o pessoal que lê este blog. Às vezes a gente nunca para para pensar em certas coisas que faz, e ver outras pessoas discutindo sobre elas pode dar aquele empurraozinho inicial para a gente reavaliar nossos conceitos.

Quando eu digo "reavaliar", não estou implicando que a posição inicial de ninguém é necessariamente incorreta. É claro que essa reavaliação pode muito bem confirmar as nossas idéias, assim como pode fazer com que a gente perceba que a nossa opinião é infundada e resolva mudar.

É o pensar que é importante. Avaliar, contestar, buscar motivos coerentes e consistentes para a maneira que a gente se comporta e enxerga o mundo, seja para comprovar as nossas idéias ou para modificá-las. O importante é não deixar as idéias se estagnarem e tentarmos continuamente evoluir como indivíduos e como partes de um mundo, buscando o bem de todos.

Não para conseguir o favor de nenhuma divindade, mas pelo nosso próprio futuro. ;-)

January 26, 2004

Insensível

Comecei escrevendo isto como resposta ao comentário da Carla neste post, mas a coisa cresceu tanto que resolvi colocar como um post separado mesmo. Está extenso, então não sei se todo mundo vai querer ler.

Eu comento certas coisas aqui no blog para criar algum debate. Não que eu fique inventando minhas opiniões, o que escrevo é o que eu acho mesmo. Mas se eu ficar evitando escrever coisas e as minhas opiniões sobre elas porque são controversiais, vou ter o que? Um blog chato, politicamente correto, coisa que abomino.

É importante que vocês entendam que eu não estou atacando nenhum de vocês diretamente ou indiretamente, não é essa a minha intenção. Sei que tenho diferenças irreconciliáveis de opinião em certos assuntos com muitos de vocês, e isso é normal e por mim tudo bem, não é por isso que não vamos mais ser amigos. Não quero forçar minhas opiniões em ninguém, mas este blog é uma janela para a minha cabeça.

Tenho opiniões fortes em certos assuntos, opiniões que eu construí por muita reflexão, não simplesmente adotei porque me foram ensinadas. Passei muito tempo da minha vida "passando a limpo" meus conceitos, e ainda faço isso constantemente. Se acho alguma coisa que não é consistente ou que não tem uma boa base prática e "moral", eu descarto ou conserto. Sempre acho que posso estar errado, e se alguém me dá motivos bons, concisos e efetivos, não me incomodo em alterar minhas idéias. Juro!

Agora ao post. Aviso: conteúdo muito abaixo...

Carla, eu tenho sim o direito de expressar a minha opinião sobre eles, seja ela à favor ou contra, uma vez que eles vieram à público e fizeram o maior auê sobre isso. Caiu na boca do povo, critica ou elogia quem quer.

Inclusive a família vendeu o direito exclusivo da história para um jornal, ou seja, eles sabiam e não se opunham a torná-la pública. Nove meses de gravidez e 4 dias de sofrimento para as meninas botaram um dinheirinho no bolso deles.

Eu já pensei bastante sobre esse lance de respeitar ao opiniões dos outros, e cada vez menos acho isso uma coisa válida por si própria. Quero dizer, respeitar simplesmente porque é a opinião do outro não tem nada a ver não.

Pense: um homem-bomba acha que é justificável entrar numa loja e explodir todo mundo que está lá dentro para protestar contra o governo. Deve-se respeitar a opinião dele que todo mundo que está lá tem mais é que ser explodido mesmo para o bem do protesto dele?

Outro caso: meses atrás (talvez um ano), uma escola para moças pegou fogo num país do Oriente Médio, não me lembro qual. As moças tentaram sair do prédio em chamas, mas foram impedidas pelo povo que estava lá fora, que barrou as portas para que elas não saíssem. O resultado é que morreu um monte delas, que teriam escapado tranquilamente. A razão? Elas não estavam de véu, porque estavam dormindo, em aula ou sei lá o que, e mulher sem véu não pode sair na rua. Não é minha opinião, mas devo respeitar porque afinal é a opinião deles? Ceeeerto.

O que eu quero dizer é que a sua opinião está certa ou não dependendo do que você faz com ela. Se eu sei que vou ter um filho que vai ser deficiente físico e vai se foder de verde e amarelo a vida inteira, qual é o direito que eu tenho de condená-lo a isso?

Que direito eu tenho de, sabendo que meu filho tem 75% de chance de herdar essa doença degenerativa que eu tenho (como num caso que li), de mesmo conceber essa criança, se eu sei que ela vai comer o pão que o diabo amassou a vida toda?

Se eu sou um cientista louco nazista, pego um nenê e injeto uma doença fodida nele que ele vai pegar e vai sentir dor a cada minuto do dia dele durante a vida inteira, eu sou um monstro, não? Mas e os pais que tem doenças hereditárias assim, sabem que os filhos vão ter, e mesmo assim os fazem? Não é diferente, mas ninguém os chama de sádicos, sentem é pena deles porque o nenê saiu doente. Não é um caso de dois pesos e duas medidas? Cadê a coerência?

Eu não sou insensível não, muito pelo contrário. Sofro muito ao ver as merdas que todo mundo faz por aí, e quem paga o pato são quem não tem nada à ver com isso, não teve voto, não teve recurso. São as crianças que nascem para uma vida de sofrimento e discriminação por defeitos físicos ou mentais conhecidos já no início da gravidez, são crianças abandonadas porque tem filha da puta por aí gastando dezenas de milhares de dólares em tratamento de fertilidade ao invés de adotar alguém que está na rua, são os doentes que não tem remédios ou condições de arcar com os custos de um seguro de saúde porque alguém acha que é muito especial e que vai gastar os tufos do dinheiro do convênio para levar a termo uma gravidez que está destinada ao fracasso logo de começo.

E depois EU sou o insensível?

Claro que volta e meia uma dessas crianças sobrevive, cresce e até consegue superar suas limitações e vira um filme muito bonito estrelado pelo Tom Hanks. Mas quantos não conseguem isso? Quantos não acabam abandonados na rua, em asilos, vivem vida pior que animais? É justo apostar com a vida dessas pessoas?

Saber que você vai condenar uma criança a uma vida de sofrimento, seja de 4 dias ou 70 anos, e mesmo assim permitir que ela sofra esse destino desgraçado por não querer abortá-la enquanto é apenas um feto de 3 meses de idade é crueldade e egoísmo sim.

Não adianta botar a responsabilidade no papai do céu não, a decisão é sua e a responsabilidade por tudo o que acontece é sua também. As pessoas tinham que começar a encarar isso ao invés de se refugiarem em princípios imbecis, sádicos e imorais disfarçados como religião.

Depois eu é que sou egoísta

Mais controvérsia...

Sábado morreram duas gêmeas siamesas que nasceram na quarta-feira passada. Viveram 4 dias. As duas meninas tinham cada uma a sua cabeça própria, mas dividiam praticamente todo o resto do corpo. Imagine um nenê de duas cabeças e é basicamente isso.

Os pais, um casal de adolescentes de 19 e 18 anos, foi informado que os gêmeos eram interligados com 3 meses de gravidez. Também foram informados que os gêmeos não sobreviveriam mais que alguns dias.

A decisão do casal, então, foi de continuar com a gravidez de qualquer jeito, ter as nenês e passar quantos dias com elas as meninas sobrevivessem. Colocaram tudo nas mãos do deus deles (são cristãos), inclusive organizando grupos de orações, novenas, e sei lá mais o quê.

A história toda, à partir de um pouco antes do nascimento, está nos links abaixo.

Antes do nascimento
Nascem as gêmeas
Após o nascimento
Gêmeas morrem após 4 dias

Depois que as meninas morreram, após dias entre a vida e a morte e enfrentando dificuldades para respirar, a família está dizendo que isso foi um milagre, que estão usando isso como uma maneira de pregar a palavra do deus cristão. Ou seja, as meninas nasceram com defeito e morreram, como previsto, poucos dias depois, e isso é um milagre.

Fé demais à parte, sou eu o único que lê sobre isso e se revolta com o egoísmo da família e dos pais?

Pensem bem: sabendo que as gêmeas iam morrer logo depois do nascimento por complicações decorrentes da condição dela, mesmo assim optaram por passar por toda a gravidez só para verem a carinha delas, e passar algumas horas com elas antes que elas morressem, possivelmente sofrendo cada minuto?

Além disso, aparentemente não se importaram com as despesas que podem facilmente chegar às centenas de milhares de dólares entre cuidados pré-natais, parto e tratamento no hospital. Isso quem paga boa parte, pelo menos, é o convênio médico, que é financiado por todo mundo. Ou seja, é aceitável jogar essa despesa incrível nas costas dos outros, mesmo sabendo que vai ser para nada e que convênio médico aqui nos EUA já é super-caro e muitos milhares de pessoas não podem arcar com a despesa para tê-lo?

Depois eu é que sou acusado de ser egoísta por não querer ter filhos? E os pais que, a despeito de saberem que os filhos vão nascer com problemas e morrerem logo, decidem mesmo assim tê-los e fazer as crianças passarem por sabe-se lá quanto sofrimento, só porque os pais querem passar umas horas com eles?

January 25, 2004

Coleção Primavera-Verão

Apresentamos com exclusividade dois modelitos da nova coleção primavera-verão da "L'oiseau Jaune" . Clique nas imagens abaixo.

O cachê dos modelos foi até que barato... aproximadamente uma centena de mordidas na minha mão, com só 20 arrancando sangue. ;-)

January 24, 2004

Quem não tem azul...

...caça com dourado mesmo!

Gente, compramos um Prius hoje! Assim de repente! 8-O

Eu já tinha escrito sobre esse carro neste post aqui, quando fizemos um test-drive e gostamos muito do carro. Acabamos deixando $100 de depósito para entrar na fila de espera, porque a demanda está muito superior à produção.

Para vocês terem uma idéia, a Toyota está mandando o pessoal que quer comprar Prius voltar em agosto, para pedir um 2005... porque toda a produção de Prius para 2004 já está alocada e vendida. O carro está fazendo um sucesso por aqui. Mesmo com o nosso depósito, só iríamos receber o carro lá para março... isso se recebêssemos.

Bom, hoje de manhã eu vi um post numa lista de donos de Prius da qual participo, de um cara oferecendo um 2004 novinho, que a concessionária onde ele trabalha precisava vender (porque a Toyota não deixa as concessionárias ficarem com carro de demonstração por mais de 3 meses). O carro é exatamente do jeito que a gente queria, exceto a cor. Tinhamos feito o pedido de um azul, este é dourado. Tipo assim:

prius.jpg

A concessionária fica a uns 40 minutos de casa, então liguei para o cara, peguei as informações direitinho e falei que estavamos indo imediatamente. Tirando o fato da gente ter tido que brigar contra outro casal que também queria o carro, correu tudo bem. Fechamos o negócio. :-)

Como o carro já tem 3 meses e está com 500 milhas rodadas, conseguimos um monte de freebies, desde caixa de primeiros-socorros, tapetes, uma aplicação de proteção extra contra ferrugem no chassis e possivelmente outras coisinhas mais.

A única coisa ruim é... não podíamos levar o carro hoje. Eles não estavam com o título do carro lá, então não podiam deixar a gente sair com ele. Mas ele está guardadinho bonitinho, ninguém mais pode dirigir nem nada, até a semana que vem quando vamos buscá-lo.

Agora o duro vai ser esperar... :-(

Ah! Na volta já passamos na outra concessionária e pegamos o dinheiro do nosso depósito de volta. ;-)

The Butterfly Effect

Acabamos de chegar do cinema, fomos assistir "The Butterfly Effect", um filme cujo astro principal, Ashton Kutcher, é conhecido por trabalhos como "That '70s Show" e "Dude, Where's My Car?".

Com um histórico marcado por papéis de garotões bonitões com sérias deficiências do departamento de inteligência, não se espera muito de um filme de ficção científica sério com ele no papel principal, não é mesmo?

Felizmente, eu não podia estar mais enganado.

O filme é ótimo, um thriller de qualidade, bem filmado, com uma trama bem construída. A história se passa basicamente em três períodos diferentes, girando em torno de eventos que acontecem quando o personagem principal, Evan, tem 7, 14 e 21 anos. Ashton é Evan aos 21.

Definitivamente recomendo. Para quem quiser ver o trailer, ele pode ser encontrado no site oficial do filme.

January 23, 2004

Previsão do tempo

Cliquem no link abaixo para ver a previsão do tempo para esta região nos próximos dias. Atentem para as temperaturas mínimas (está tudo em °C)... 8-O

Santo picolé, Batman!

Update: acho que o pessoal da metereologia achou que estava exagerando a dose e resolveu recalcular as previsões... olhem a diferença (vocês podem clicar nos dois links, as imagens abrirão em janelas separadas).

Calma, Robin, nem tudo está perdido!

Isto sim é filme

O "director's cut" da série "Matrix" vai ser lançado em breve, consertando todos os problemas da versão dos filmes que saiu nos cinemas. Clique nas imagens abaixo para ver algumas das cenas.


January 21, 2004

Falha de comunicação

Lendo as respostas ao meu post anterior, vi que falhei no meu intento... o número de comentários (longos) já está muito grande então resolvi responder em um post separado.

Aparentemente muita gente pensou que eu saí em uma cruzada para mudar o mundo, implantar o vegetarianismo forçado e com isso matar os pobres do mundo de fome e estabelecer uma sociedade onde os animais são tão ou mais importantes do que as pessoas. No processo, fui até acusado de ser um assassino de vegetais e comparado a terroristas vegetarianos... né Spacey? ;-P

Descobri também, em uma constatação que pessoalmente me desapontou, que vários dos meus amigos acham permissível impingir sofrimento e agonia à vontade em qualquer outro ser vivo, desde que seja para poupar qualquer ser humano. Argumentos usados para justificar esse "direito" variam entre "estarmos no topo da cadeia alimentar" ou "preservação da nossa espécie" (como se uma população de 6.5 bilhões estivesse em qualquer perigo de extinção). :-|

De qualquer forma, minha idéia era colher opiniões sobre o que uma pessoa deve fazer quando encontra um problema ético desses. O assunto extrapolou completamente o tópico, apesar de eu ter recebido algumas respostas relevantes (acho que todas elas "positivas").

Gente, eu não sou mané (acho). Eu sei que o mundo não vai mudar de um dia para o outro. As soluções para o problema da fome mundial estão além do escopo deste blog, embora eu pessoalmente ache que elas existam -- mas não são implementadas pela nossa própria resistência e mentalidade tacanha. E mesmo se fossem, qualquer mudança nessa escala é gradual.

É importante que vocês entendam que eu não sou contra usar outros seres vivos como fontes de alimentação (eu teria que estar completamente fora da realidade para achar isso). Sou contra a absoluta falta de compaixão com que esses animais são tratados, em nome de custos mais baratos. Isso é uma atitude desumana. Eu entendo que encarecer os custos faria gente comer menos (apesar de que milhares já morrem de fome hoje em dia de qualquer maneira, com ou sem custos baixos), mas eu ainda acho que uma mudança é necessária, ainda que gradual.

Eu acredito que o ser humano hoje em dia tem a capacidade de extrapolar as fontes de nutrição das quais ele depende para não precisar manter extensas populações animais cativas em condições "sub-animalescas", além de produzir muito mais alimento para todos.

A agricultura tem condições de produzir alimentos suficientes para todo mundo de maneira muito mais eficiente que a criação de animais, que afinal depende da sua própria agricultura para ser alimentada... vocês não acham que eles comem só capim, acham? Some-se a redução da dependência de fontes animais como comida, liberando vastas áreas hoje dedicadas às pastagens e produção de alimento para rebanhos, às culturas transgências altamente produtivas que estão sendo criadas e tem-se comida para caramba.

Esses dois fatores combinados (a capacidade de perceber os efeitos das suas ações e a capacidade tecnológica para mudá-las) se transformam em responsabilidade. Quando você faz algo de errado, sabe que está fazendo e tem condições de mudar para deixar de fazer aquilo, é sua obrigação como ser humano fazê-lo.

Mas, qualquer que seja a minha posição com relação ao que acontece mundialmente, eu estava perguntando sobre a minha posição pessoal. E conversando com a Lydia, acho que chegamos a uma conclusão razoável:

1) Vamos parar de comer qualquer tipo de carne, incluindo aí os frutos do mar.

2) Vamos parar consumir leite, ovos e queijos que usem rennet em casa.

3) Vamos parar de comprar outros produtos de origem animal como cintos e sapatos de couro.

4) Em nome da sociabilidade, a gente afrouxará um pouco as regras alimentares quando for passear ou visitar amigos. Senão não daria nem para comer uma pizza.

É pouco, menos do que a gente gostaria, mas basicamente é o limite do praticável na nossa atual conjuntura. Se um dia formos morar numa fazenda, poderemos pensar em ter nossas galinhas, vaquinha, sei lá. Mas por enquanto é o que a gente pode fazer para conciliar nossa consciência e nossa vida na sociedade moderna.

Espero que eu tenha sido um pouco mais claro desta vez. :-)

Vitchamina

Relatado pelo meu amigo Sílvio:

Escuta essa da empregada do meu cunhado:

Ela chegou um dia e pediu demissão pois eles, segundo ela, não estavam tratando bem dela no serviço. Eles se espantaram pois eles sempre se preocuparam com isso e sempre ofereceram sempre a mesma coisa que comiam a ela.

Perguntada por que ela disse aquilo, ela respondeu que eles só serviam salada e "estas coisas" e que faltava vitamina ("vitchamina" segundo ela).

E que vitamina é essa, perguntou meu cunhado (eles são vegetarianos e comem carne de soja, verduras legumes, feijao, arroz etc)

Ela responde: Bife!

Hoje a falta de "vitchamina" virou piada em nossos encontros. Vai rolar um almoço ou jantar e sempre alguém da família pergunta se vai ser almoço com ou sem "vitchamina"...

January 19, 2004

Onde a gente para?

Como vocês sabem, eu e a Lydia somos vegetarianos. Não daqueles vegetarianos ferrenhos, pois comemos ovos, laticíneos, até algum fruto do mar uma vez por outra (normalmente quando vamos a restaurantes, pois em casa é raro).

As razões pelas quais não comemos carne se modificaram com o passar do tempo. O que começou (no meu caso) como uma opção de dieta mais saudável, hoje em dia é uma opção ética.

Explicando: eu acho que hoje em dia a gente não precisaria e não deveria depender de animais, por várias razões. Mas a maior delas é que a carne, leite, queijo e ovos que comemos e o couro, as peles que vestimos e calçamos e até a comida que damos aos nossos bichos de estimação são obtidos através de animais que sofrem uma existência horrível, imposta por nós mesmos exatamente para a obtenção desses produtos. Já falei disso antes neste blog (sobre peles e sobre comida para gatos).

O problema é que isso, para mim, está se tornando cada vez mais difícil de aceitar. Quando esses animais são tratados assim, assim, assim, assim, assim ou assim, não dá para ignorar e manter minha consciência limpa ao mesmo tempo.

Eu não tenho problema nenhum com alguém que, por exemplo, come os ovos das suas próprias galinhas que são criadas soltas no fundo de casa (como meu sensei de aikidô faz). Ou de alguém que tem uma cabrita no quintal que dá leite para o filhote e sobra para a casa. Esses animais levam vidas relativamente normais, não são sujeitos à crueldade que seus semelhantes sofrem nas criações de grande porte.

Ultimamente, tenho pensado muito no que fazer. Até onde a gente tem que ir? Larga-se toda e qualquer tipo de produto de origem animal, desde comida até artigos de vestuário?

Ou então olha-se para o outro lado e finge que não sabe o que acontece? Neste caso, para quê continuar a não comer carne, já que se está hipocritamente ignorando outros produtos obtidos de forma igualmente cruel, só porque são mais inconvenientes de abandonar?

Isso é uma "ladeira escorregadia", como dizem por aqui. Se eu for me importar com a crueldade (que considero desnecessária) aos animais, teria que parar de comprar sapatos ou cintos de couro, deixar de comer laticínios (até os queijos usam rennet, extraído do estômago de novilhos), deixar de comer qualquer tipo de carne incluíndo peixe... e por que parar por aí? Não deveríamos também levar o raciocínio adiante para os humanos e, por exemplo, parar de comprar produtos feitos na Ásia por causa da exploração absurda da mão-de-obra que eles fazem por lá?

Não dá para levar o conceito do que é um comportamente ético somente até parte do caminho, isso seria hipocrisia. O que fazer então, ir até o final lógico (o que provavelmente me forçaria a morar no meio do mato, plantar e criar minha própria comida de acordo com meus princípios) ou abandonar minha ética e me juntar à massa que pouco se importa? Ou tento justificar isso com o fácil "não tem jeito mesmo"?

Alguém me ajude! :-(

January 17, 2004

Puerto Rico, o jogo

Hoje nós fomos até um shopping center aqui perto, o que é uma ocorrência rara pois não somos de passear em shopping. Mas a Lydia tinha que colocar pilhas em dois relógios e ajustar a pulseira de um terceiro, então...

Mas essa ida talvez tenha valido à pena, pois enquanto ela fazia as coisas dela, eu fiquei a vagar pelo lugar e acabei entrando numa loja de jogos chamada "Go! The Game Store".

Essa loja é uma franquia de lojas "temporárias": elas aparecem em algum lugar vago nos shoppings durante uma época do ano, depois desaparecem. Na verdade, não fazem muita falta depois que somem, porque normalmente não tem nada de muito interessante lá.

Esta vez foi uma exceção, pois numa prateleira no fundo da loja estava uma caixa de "Puerto Rico" marcada com uma etiqueta de "50% Off".

Esse "Puerto Rico" é um jogo de tabuleiro alemão, trazido para os EUA pela "Rio Grande Games". Nunca joguei, mas segundo opiniões que já ouvi, é excelente. Comprei imediatamente.

Talvez algum dos meus leitores possa me responder... por meros $18,50 (já inclusos os impostos e tudo) fiz um bom negócio?

O Último Samurai

Voltamos agora do cinema, onde fomos assistir "The Last Samurai", filme novo com o Tom Cruise e Ken Watanabe.

Eu tenho ouvido montes de gente falar mal desse filme. Na verdade, do Tom Cruise eu espero ou um filme muito bacana, ou um total desastre. Normalmente não tem meio termo.

Aaaaaaaaaaahhhhh!!!
run.gif!!! run.gif!!!

Devo dizer que, felizmente, o filme não me decepcionou. É muito bonito, muito bem filmado, apesar da história simples e do tradicional finalzinho hollywoodiano onde todo mundo de repente toma vergonha na cara e refuta a ganância e a corrupção. Yeah right. :-|

Mas tudo bem, exceto por esse pequeno contratempo na parte final, o filme sustenta bem os seus 150 minutos de duração. Vale à pena a ida ao cinema.

January 16, 2004

Compras suspeitas

Fomos ao Home Depot aqui pertinho de casa neste final de semana, para comprar umas coisinhas. Eu acabei pegando isto aqui:

É um bico flexível para galões de gasolina. Comprei para usar com o galão de gasolina do cortador de grama.

Até aí, tudo bem, não fosse por este adesivo, colado nas costas do pacote...

Muito estranho isso. :-|

Que tal uma piscina agora?

Notem que a temperatura em graus Celsius está no círculo interno, em branco... :-)

January 15, 2004

Fotos da viagem à Boston

Finalmente tomei vergonha na cara e coloquei as fotos da nossa viagem à Boston no nosso álbum de fotos. Para vê-las, clique aqui.

Na verdade, nós não ficamos em Boston, mas sim em Lowell, uma cidade bem próxima de lá. A casa onde ficamos é muito antiga, tinha até assombração própria, como vocês podem ver clicando na foto abaixo... ;-)

Meu dia como hacker

Alguns meses atrás a gente começou a receber correspondência para um casal desconhecido. Começou com um ou outro catálogo, malas diretas de empresas... e foi aumentando. Alguns vinham no nome do homem, outros no nome da mulher, outros no de ambos.

Começamos a ficar preocupados que essas pessoas podiam estar saindo por aí usando nosso endereço, ou ter usado ele em algum roubo de identidade. Decidi então tentar descobrir quem eles eram.

E como descobri. Achei os nomes deles, endereço e telefone reais, a empresa onde a mulher trabalha, o nome da filha dela e até coisas como o nome e endereço do corretor de imóveis que vendeu a casa para eles.

Tudo isso usando uma ferramenta extremamente avançada: o Goggle.

Pois é, o nosso querido Google, pelo jeito, sabe direta e indiretamente muito mais coisa sobre a gente do que a maioria de nós ficaria contente em admitir. Por exemplo, o pessoal que mora nos EUA pode experimentar digitar o número do telefone deles (com o código de área) no Google e ver o que acontece (não sei se isso funciona em outros países com versões próprias do Google).

Não que essas informações não estivessem disponíveis antes, mas a simplicidade com a qual hoje em dia você as acessa e correlaciona assusta um pouco. Com o que eu obtive rapidamente somente pela internet através de várias pesquisas, com alguns chutes e deduções, já me possibilitaria criar um caos na vida desse casal.

Felizmente, depois que obtive o endereço real deles, pude perceber que tudo não passou de um erro de digitação. Eles moram próximo da gente e o nome da rua deles é muito similar. Alguma toupeira por aí deve ter digitado o endereço incorreto num banco de dados, e daí ele foi se propagando através das vendas de informação que as empresas costumam fazer por aqui.

É por isso que eu digo: tomem cuidado... nunca se sabe quem está olhando. Posso ser eu. Bwahuahuahuahuáááááá! ;-)

January 14, 2004

Uma vitória do medo

Fiquei sabendo que um dos caras que trabalhava na loja onde compro quadrinhos e materiais de miniatura pediu demissão. O motivo é que ele desenvolveu agorafobia, que é o medo de certos espaços ou lugares onde a pessoa se sente vulnerável.

Pelo que me contaram, a coisa já vem progredindo faz um tempo, mas agora chegou a um ponto onde o cara não consegue sair de casa para ir trabalhar. Tem medo. 8-O

E, como acho que deve ser bastante comum porque conheço outras pessoas assim, o cara não quer procurar ajuda. Disse que vai se cuidar "sozinho", ou seja... não vai, pois já sabe que tem problema faz tempo e até agora não fez nada para remediar. Ou, se tentou fazer algo sozinho, obviamente não resolveu.

Eu não entendo como é que essa gente deixa um negócio desses chegar ao ponto onde elas não conseguem ter uma vida normal, ou pior, não conseguem trabalhar. Não ficam em casa sozinhas, não saem de casa sozinhas, não dirigem, não pegam ônibus... :-|

Na verdade, acho que esse pessoal tem dois problemas, não um. Além da fobia, ainda por cima sofrem de negação. Afinal, o que custa admitir que tem um problema que é óbvio para todo mundo, e procurar ajuda?

January 13, 2004

Rotina

Ultimamente a coisa está meio monótona. Entre trabalhar em serviço chato e cuidar da bicharada em casa, a gente não tem feito muita coisa interessante.

Com o frio, então, complica mais. O dia acaba cedo, não dá para chegar em casa e dar uma volta de bicicleta ou mesmo sentar no balanço no quintal para ficar olhando o céu.

Eu gosto do frio e da neve, mas acho que isso afeta meu ânimo. Precisava de um solzinho para esquentar e me dar mais ânimo para fazer as coisas. Das duas uma: ou minha depressão piora no inverno pela falta de luz, ou então meu lado urso está se manifestando e eu preciso entrar em hibernação. :-P

Possivelmente é a segunda opção. Eu ando tão sonolento que tenho até sonhado acordado ultimamente. Como agora enquanto escrevo este post, cada vez que dou uma "pescada" eu tenho um micro-sonho. Muito estranho.

January 12, 2004

Campanha "Adote um cachorrinho", atualização

Atualizei a página da campanha de adoção dos cachorrinhos que a Érica achou na praça, colocando fotos individuais de alguns deles. As fotos dos outros virão depois.

Nenhum Apenas um dos cachorrinhos foi adotado por enquanto, mas a Érica está recebendo telefonemas de pessoas que souberam deles através do pessoal da internet. Obrigado à todos que estão espalhando a informação por aí.

January 11, 2004

Dando umas pintadas

Este é o projeto no qual estou trabalhando: converter uma igrejinha brega de enfeite de natal em uma igreja soturna, apropriada para ser usada em cenários de batalhas de miniaturas. Fiz mudanças na estrutura do modelo e agora o estou repintando.

Aqui estão as fotos do "antes" e o "durante". Quando eu acabar, coloco a "depois"... :-P

January 10, 2004

Quebrando as barreiras regionais, adendo

Tem montes de gente me escrevendo e perguntando como faz para desbloquear os DVD players deles... acho mais fácil deixar uma resposta só.

Existem vários sites que dão dicas sobre como fazer isso. Um dos melhores que eu conheço é nesta página aqui. Notem que nem todos os aparelhos podem ser desbloqueados através do controle remoto, alguns requerem modificação dos circuitos... e aí já sai fora do escopo das minhas habilidades.

Divirtam-se.

January 9, 2004

Campanha "adote um cachorrinho"

A Érica resgatou 6 cachorrinhos que foram abandonados numa praça pública em frente à casa da mãe dela. Agora ela precisa da ajuda de todo mundo para arrumar casas para eles...

Clique na imagem abaixo para maiores informações, incluindo como linkar com a página da campanha.

Nham, nham...

Meu almoço de hoje...

January 7, 2004

When Captain America throws his mighty shield...

Muitos de vocês com certeza se lembram dos antigos desenhos da Marvel, aqueles onde os personagens mal se mexiam, não lembram?

Pois bem... saiu nas bancas do Brasil uma revista que vem com um DVD contendo 3 episódios do desenho do Capitão América.

A minha irmã Roberta (lembram dela? Ela tomou conta do blog durante as minhas últimas férias) fez o favor de me mandar esse DVD, que eu recebi ontem à noite e já fiz questão de começar a assistir.

Como descrever a experiência? Não tendo visto esses desenhos já faz décadas, a memória tende a se modificar. Ver o desenho de novo foi muito... educativo. E foi muito engraçado.

O desenho é muito podreira. A dublagem é canastríssima. A tradução é hilária. Em suma, adorei. Só mesmo quem assistiu a esses desenhos quando criança consegue entender uma coisa dessas... :-)

Um pequeno exemplo. O Espadachim invade o QG dos Vingadores e é nocauteado pelo Mercúrio e a Feiticeira Escarlate. Nisso chega o Capitão América, que ao ver o cara caído no chão desmaiado, pergunta com toda solenidade:

- Quem é esse vilão sonolento?

Realmente, um clássico! ;-)

Aliás, falando no Capitão América, fuçando no baú das relíquias da minha família, descobri que o Capitão América já existia na Europa durante a Idade Média. Um de meus ancestrais, obviamente um colecionador de quadrinhos antigos, deixou esta tapeçaria para seus descendentes... ;-P

January 6, 2004

Transformação

Hoje a Lydia reestofou uma cadeira enquanto eu pintava miniaturas... trocou a espuma e o tecido.

Aqui estão as fotos "antes e depois".

January 5, 2004

Voltando à ativa

Durante os feriados do natal e ano novo eu voltei a praticar um hobby que andava bem parado fazia um tempo... pintar miniaturas e participar da comunidade de jogadores de Warhammer.

Bom... na verdade a participação por enquanto está meio virtual, pois a tal comunidade é brasileira. Mas já é um recomeço. Agora só preciso reativar meus contatos de jogo para poder voltar jogar por aqui mesmo.

Enquanto isso, vou ficando somente na pintura. Eu tinha fotos de um monte de minis que eu pintei, mas perdi todas então não dá para colocar aqui... tenho que tirar as fotos novamente. Os meus projetos atuais estão ainda em andamento, então não teria graça para vocês verem um cenário meio construído ou miniaturas meio pintadas. Quando eu acabar, coloco fotos.

De fotos aqui eu tenho só estas: uma miniatura de um guerreiro esqueleto anão que eu montei e dei de presente para o Fulvio um tempo atrás (ele tirou as fotos).

January 2, 2004

Da janela do banheiro...

...vejo os fogos que explodem em comemoração ao ano novo.

Tirei essa foto ontem à meia-noite.

Sumiço?

É o feriado, né? Sabe como é... ;-)

Volto em breve com as fotos da viagem, pilhagem obtida no natal, etc... :-P