" />
« April 2004 | Main | June 2004 »
Levei o Van Gogh hoje para fazer a tomografia e já estou com as imagens aqui, num CD. Eles vão mandar um relatório com a interpretação para o veterinário hoje à tarde ou amanhã de manhã.
Cliquem aqui para ver a carinha do gato durante a tomografia... tadinho.
O Mestre Ferreiro chama seu aprendiz.
"Aprendiz, venha cá", ele diz, indicando o chão à sua frente.
"Sim, Mestre", o aprendiz responde, sentando-se onde o Mestre apontou.
"Eu vou explicar à você sobre a natureza da Forja", o velho Ferreiro diz.
"A Forja é o que dá ao Ferreiro o seu poder. É um campo de energia criado por todas as coisas vivas. Ela nos rodeia e passa por dentro de nós. Ela une toda a galáxia". A expressão do Mestre então muda e ele exclama, "Isso me lembrou de uma coisa".
O Mestre Ferreiro vai até um baú e começa a procurar por algo. Finalmente ele volta, trazendo nas mãos um objeto.
"Seu pai queria que isto fosse seu, quando você tivesse crescido o suficiente, mas seu tio nunca permitiu. Ele achava que você iria me seguir em alguma cruzada idealística."
"O que é isso?", pergunta o aprendiz.
"É um martelo, a arma de um Ferreiro. Não tão imprecisa ou desajeitada como as armas de hoje. É uma arma elegante, de uma época mais civilizada", o Mestre responde, colocando o martelo nas mãos do aprendiz.
Está escrito em todos os jornais e sendo falado nas rádios hoje: o governo tem informações "confiáveis" de que terroristas estão planejando algum ataque.
O único problema é que eles não sabem dizer se vai mesmo acontecer, quando vai ser, onde vai ser (nem ao menos se vai ser nos EUA) ou como vai ser. Não sabem se os terroristas tem bombas, armas químicas ou biológicas. Tanto é que não pretendem nem aumentar o tal nível colorido de alerta contra terrorismo.
Então que merda de notícia é essa, que tem que ser divulgada amplamente pela imprensa? É completamente vaga e abstrata, fala sobre algo que nem se sabe se vai ou não acontecer, não fornece informação nenhuma, não previne ou remedia nada. Não tem conteúdo ou propósito nenhum a não ser manter o nível de alarmismo e medo mantidos pelo governo atual.
Os EUA são mesmo uma nação presa nas garras do medo. E da estupidez.
Eu estava arrumando a pilha de lenha no quintal no domingo, quando vi um movimento no chão. Era um filhote de corvo, ainda vivo mas coberto de varejeiras.
Nós cuidamos do bichinho durante o domingo todo, dando água e uma mistura de Neston com leite de arroz via uma seringa. Ele pareceu se recuperar um pouco, mas mesmo assim não estava muito bem.
Eu ia levá-lo na segunda-feira de manhã para o AARK, um lugar que cuida de animais silvestres pequenos ou machucados até que eles possam ser soltos no ambiente normal deles, mas não deu tempo. O passarinho morreu durante a noite.
Ficaram só as fotinhos que eu tirei dele, tadinho... :-(
Numa demonstração de que ignorância aparentemente é contagiosa, ou que "macaco vê, macaco faz", o Rio de Janeiro vai aderir à mania americana e ensinar criacionismo nas escolas públicas. Ao que parece, os crentes do Brasil estão aprendendo com os daqui e estão influenciando os políticos para minar mais ainda o pouco que sobra do ensino científico no Brasil.
Eu não tenho nada contra as pessoas quererem acreditar que existe um criador por trás da origem da vida e etc, mas querer "oficializar" essas idéias ridículas tiradas da bíblia é exatamente o que sou contra. Os crentes brasileiros estão usando os mesmos argumentos furados que se usa aqui nos EUA para defender uma idéia sem fundamento nenhum (a não ser ter sido escrita num livro há muito tempo atrás) e tentar substituir uma pedra fundamental da biologia, já testada e comprovada inúmeras vezes, por uma historinha de conto de fadas.
Esse é uma postura estúpida. O que os crentes e outros fanáticos não conseguem entender é que você pode conciliar a crença em um ser superior com a realidade comprovada pela ciência.
Considerem o que Carl Sagan diz no seu livro "O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro". Ele menciona a seguinte conversa com o Dalai Lama, líder espiritual do Budismo Tibetano (tradução minha):
"Mesmo se", eu perguntei, "for um princípio realmente central, como (eu procurei por um exemplo) reencarnação"?
"Mesmo assim", ele respondeu.
"Entretanto" -- ele adicionou com uma piscadela de olho -- "vai ser difícil provar que a reencarnação é falsa".
Claramente, o Dalai Lama está certo. Doutrinas religiosas que estão isoladas de contradição tem poucos motivos para se preocupar com o avanço da ciência. A idéia maior, comum a muitas crenças, de um Criador do Universo é uma dessas doutrinas -- simultaneamente difícil de demonstrar e contradizer.
Tudo o que os fanáticos religiosos conseguem através desse ataque sistemático à ciência e ao pensamento científico (do qual a discussão sobre Evolução é só a ponta do iceberg) é erodir os pilares que suportam a nossa civilização e o nosso progresso, além de assumirem uma posição hipócrita: eles usam e abusam diariamente dos benefícios que a ciência trouxe para eles até agora, não? Mas não se preocupam sobre o que vai acontecer se eles conseguirem o que querem e a ciência seja substituída por crenças. Alguém aí já ouviu falar sobre um período na Europa chamado "Idade Média"? Pois é, aparentemente não aprendemos mesmo com os nossos erros.
Bônus extra: o Carlos Orsi, amigo meu que escreve para o Estadão, escreveu este artigo legal sobre algo mais que podemos aprender de útil na Bíblia (obrigado pelo toque, Rods).
...que começou sua vida num vasinho, para ser vendido como árvore de Natal.
O pinheirinho, ainda com pouco mais de um palmo de altura, foi comprado por um casal de recém-casados, para servir como a primeira árvore de Natal deles.
Os Natais vieram e foram embora, mas o pinheirinho ficou. Cresceu, deixou de ser uma mudinha, virou uma jovem árvore, ano após ano sendo decorado com enfeites e vigiando sobre presentes embrulhados.
O casal mudou-se e o pinheiro, já com mais de três metros de altura, mudou-se com eles. Foi para uma casa nova, onde o casal abriu um buraco no teto da sala por onde o pinheiro poderia continuar a crescer.
Hoje ele atravessa o teto da sala, entra pelo chão do quarto do casal, alcança o teto novamente e se curva, avançando em direção à cama, onde provavelmente formará uma cobertura à qual nenhum dossel poderia se comparar.
Vinte e sete anos após ser comprado, hoje ele faz parte integrante da vida do casal, e provavelmente traz boas lembranças desde aquele primeiro Natal que passaram juntos.
Quem me contou isso hoje foi o Bob, um dos ferreiros com quem estou aprendendo. Hoje eu entrei na casa dele e a árvore estava lá, verde e viva, crescendo dentro da casa. Uma visão e tanto.
Vocês pensavam que sabiam dobrar camisetas, não é? Eu também achava até ver este vídeo aqui (tem 1.48 Mb).
Atualização: por motivos de falta de espaço, infelizmente tive que remover o vídeo do meu servidor... me desculpem.
Apesar das possibilidade dramáticas do que poderia acontecer com o Van Gogh, ele parece estar respondendo à nova dosagem de remédios, à vitamina, ou ambos.
Embora seja um alívio (ainda mais por não precisarmos gastar uma grana sentida), agora nós não vamos saber o que é que estava causando o problema, nem o que foi que está ajudando. :-|
E atendendo à pedidos, aqui vai uma fotinho dele no seu leito de convalescência. ;-)
Estou devendo este post faz tempo.
Como eu prometi, peguei a série "Left Behind" para ler. Na verdade eu peguei os dois primeiros da série juvenil e o primeiro da série regular.
Já terminei de ler tudo. O que dizer depois dessa experiência iluminadora... que o sangue de Jesus tem poder?
Eu me senti, na verdade, lendo um dos livretinhos de crente do Jack Chick, só que esses tinham muito mais páginas.
A Dani disse que não havia muita pregação na versão juvenil, mas eu acho que ela se enganou. Eles não passavam dois parágrafos sem mencionar Deus ou Jesus, falar como eles nos amam e ficar batendo na tecla que os garotos tinham que se converter. Pelo menos é assim nos dois primeiros volumes da série.
A maneira como eles caracterizam os não-crentes, especialmente os ateus, como covardes, egoístas e desonestos, assim como o fato de que segundos após você se converter você vira uma pessoa boa, ao mesmo tempo em que insistem que não se precisa ser bom para se salvar, são particularmente interessantes.
Eles pegam pesado mesmo, especialmente se considerarmos que quem vai ler é jovem e mais facilmente doutrinável, uma vez que normalmente já são criados acreditando no deus cristão, embora não sejam necessariamente crentes.
A versão adulta é um pouquinho mais leve na pregação (mas ela está lá pelo livro todo).
Uma das coisas que me chamou a atenção na versão adulta é que como os autores são safados. Durante a leitura, as perguntas óbvias vêem à cabeça, por exemplo, "se Deus é tão bom assim, por que deixa essas coisas acontecerem". Essas perguntas são feitas por personagens, mas as respostas nunca são dadas, as outras pessoas só desconversam. Mas do jeito que o texto é escrito, fica a impressão de que essas dúvidas foram abordadas, se você não prestar muita atenção. Very sneaky.
Outra coisa engraçada que não é necessariamente limitada a esses livros, mas sim é uma opinião generalizada dos crentes, é que ninguém que conhece a bíblia consegue deixar de acreditar nela. Todo mundo nos livros que é deixado para trás, os ateus, outras modalidades de cristãos e mesmo os crentes meia-bocas, nunca tinham realmente prestado atenção na bíblia, mas no momento em que alguém explica tudo para eles, a tal "verdade" fica clara. Esse é um tema comum nas tirinhas de crente, e sempre me deixa perplexo. Esses crentes tem deficiências cognitivas sérias.
Apesar da versão adulta ser ligeiramente mais tolerável, achei muito fraquinha como história de ficção, e não pretendo pegar os outros volumes para ler. Não vale à pena tolerar a pregação toda para chegar no pouco conteúdo interessante.
Soa familiar? Clique aqui para ouvir o trechinho todo.
Lembrou? Claro que só poderia ser do clássico do George Romero, "The Night Of The Living Dead".
Pois é, eu sempre brinco com a minha sobrinha falando isso para ela. Eu expliquei que tirei de um filme de zumbi onde tem uma garota com o mesmo nome dela.
Hoje ela e o meu sobrinho quiseram assistir o filme, então coloquei o DVD e assistimos na sala, com as luzes apagadas. O detalhe é que a minha sobrinha tem 5 anos e meu sobrinho 10 e ambos gostaram do filme... :-)
Como dizia o ditado, é de pequeno que se torce o pepino... quem sabe eles saem parecidos com o tio em gosto para filmes? ;-P
...é o bafo quente no pescoço e aquele queixo barbudo esfolando a sua nuca.
Calma, gente, eu explico! ;-)
Quando você está mexendo nas patas da frente dos cavalos, muitos deles gostam de apoiar a cabeça no seu pescoço para olhar o que você está fazendo. Daí fica aquele vento forte e quente da respiração de um animal enorme soprando no seu pescoço, e ainda por cima os pêlos do queixo dele ficam arranhando a sua nuca. Quando está fazendo calor, realmente é incômodo.
Entenderam? Aposto que um monte de gente aí já ficou pensando besteira... :-P
Voltei do neurologista veterinário, onde levei o Van Gogh, agora à pouco. A coisa não está prometendo. 
As possíveis causas para a falta de equilíbrio pronunciada do gato são:
- Deficiência de vitamina B1 (não muito provável, mas vamos medicar)
- Infecção (já está sendo medicado, sem resultado)
- Tumor no cérebro
- Cisto no ouvido interno
- Doença degenerativa
Se os remédios não resolverem nos próximos dias, o próximo passo tem que ser tomografia para saber o que é exatamente e se existe tratamento ou operacão.
Nestes tempos de dinheiro contado, gastar com tudo isso realmente vai ser complicado. Mas, infelizmente, é a nossa obrigação... não podemos simplesmente mandar matar o gato porque ele está doente antes de tentar curá-lo. :-(

Meu cunhado, que trabalha na FedEx, me contou isto hoje num e-mail:
Uma mulher em Connecticut enviou uma caixa para o Missouri pela FedEx. No dia seguinte, ligou para o nosso atendimento ao cliente solicitando ajuda, na verdade, pedindo para que alguem lá no destino para onde foi enviada a caixa pudesse abri-la e verificar se o kitty cat dela não estava por engano lá dentro.
Batata! O pessoal da FedEx lá em Missouri se mobilizou e encontraram a caixa com o gatinho (vivo e bem) dentro da mesma. A courier que encontrou o gatinho levou-o para sua casa, deu agua, leitinho e até levou-o ao veterinário para ver se estava tudo bem. No dia seguinte, comprou um cage e enviou o gatinho de volta para Connecticut via Northwest Airlines. Os funcionários da FedEx acabaram rateando as despesas e nem cobraram da mulher.
O nome do gatinho era Pip. Cada uma...
Moral da história: na próxima vez que for fechar uma caixa para enviar para alguém, conte os gatos da casa para ver se não falta nenhum... ;-)
Estou quase terminando de montar a cerca em volta da nossa horta... falta só fazer um portãozinho na parte que ainda não está fechada. A Lydia já passou o dia hoje plantando sementinhas (ela tinha plantado umas mudinhas durante a semana).
A cerca vai servir para proteger a horta destes tiozinhos aqui, que estão sempre pulando pelo nosso quintal.
E falando em pular, tomei o maior chão hoje tentando pular por cima da cerca, meu pé enganchou e eu caí, levando parte da cerca comigo... depois eu tive que arrumar o que quebrei. Foi tudo praga da Lydia. :-P
Vocês lembram como eu e a Lydia decidimos, entre outras coisas, parar de comer ovos e leite por causa da maneira como as indústrias que os fornecem funcionam?
Achei uma fazenda aqui perto que vende produtos de animais que eles mesmo criam, ou que são criados em outras fazendas locais.
As vacas são criadas soltas no pasto (acho que eles só as prendem na hora de pegar o leite) e não recebem antibióticos ou hormônios.
As galinhas são criadas num galpão imenso, mas não tem seus bicos cortados, são livres para colocar ovos quando quiserem (não ficam presas em caixas) e tem seus "playgrounds" onde pode rolas e afofar as penas. Também não recebem antibióticos nem hormônios.
Eu acabei comprando leite e ovos para experimentar. Eu só preciso de leite mesmo para quando tomo cereal, então posso viver em paz com a minha consciência tomando o leite dessas vaquinhas que são tratadas de uma maneira razoável. E apesar de ter comprado os ovos, acho que não vou voltar a comê-los mesmo, vou só usar esses que comprei e pronto.
Por que eu quis comprar leite? Porque tomar cereal com leite de soja ou de arroz é muito ruim demais. Até minha ética tem limites. ;-)
As outras resoluções do post anterior continuam válidas. :-)
O Van Gogh está com o mesmo problema que ele já teve um tempão atrás... está andando como se estivesse bêbado, tropeçando e caindo para os lados.
Vou levá-lo para a veterinária regular dele daqui à pouco.
Da última vez a veterinária do plantão de emergência falou que era vírus ou alergia, mas isso normalmente quer dizer que eles não fazem idéia do que seja. Eu não sei o que fazer agora que aconteceu novamente, não sei se é algo mais grave...
Atualização: acabei de voltar da veterinária. Eles ainda não sabem ao certo o que é que está causando isso, então me mandaram levar o gato para um neurologista. Tenho consulta marcada na terça-feira.
Hoje falei com o Bob, esse outro ferreiro com quem fui trabalhar ontem e hoje. Vou começar a sair regularmente para trabalhar com ele às terças e quartas-feiras.
Infelizmente, por enquanto é só como "estagiário" mesmo, porque não vou receber nada até chegar num ponto onde eu possa trabalhar rápido e eficientemente como os outros ajudantes dele. Daí começa a entrar uma graninha. Mas, eu preciso da experiência então por enquanto está beleza.
Agora o que eu fiquei de comentar no post de ontem.
Esse Bob e os dois ajudantes dele (John e Pete), além de ferreiros, são atores.
Fazem teatro e, no caso do Bob, cinema e TV também. São cultos, lêem muito, e são muito engraçados. No caminho entre um serviço e outro, rolavam discussões políticas, sociais, religiosas e até uma leitura em voz alta de uma resenha de peça de teatro que saiu no jornal de ontem.
Depois deles ficarem sabendo que no Brasil a gente conta piada de português, eles ficavam contando piadas daqui dos EUA direto, só que modificadas como se fossem de português. E toda vez que eu fazia algo diferente no serviço eles ficavam falando que aquele era o jeito que os portugueses faziam quando ferravam cavalo.
Num determinado ponto do dia, eles começaram a falar entre eles usando só citações de peças das quais eles tinham participado. Muito bizarro...
Enfim, uma turma bem legal, completamente diferente do que se poderia esperar de um bando de ferreiros. :-)
Esta semana vai ser fogo... vou trabalhar todos os dias como ferreiro.
Ontem fui trabalhar com meu mentor, fui hoje e vou também amanhã trabalhar com um outro ferreiro chamado Bob (mais sobre esse cara e a troupe dele depois). Na quinta irei trabalhar com um outro ferreiro chamado Will. Na sexta e talvez também no sábado vou trabalhar com o John, o cara que de vez em quando trabalha comigo e o meu mentor.
Ufa!
Trabalho tem, agora só preciso achar um jeito de começar a ser pago por ele... ;-)
Estou cansado, preciso ir dormir... 
Eu estava brincando com a Lydia, falando que tinha comprado um presente para ela e ela perguntou se não seria de Dia das Mães.
Falei que não, mas em seguida me toquei que ela está levando prejuízo, pois nunca vai ganhar esse tipo de presente.
Então, para dar a ela e outras mulheres que não tem ou terão filhos a chance de ganhar um presente num dia para elas durante o ano, proponho a criação do "Dia da Nulípara".
Aceito sugestões para uma data, de preferência significativa. Alguém tem alguma?