Entretenimento

Coisas que eu aprendi no Xou da Xuxa

Aposto que esse foi o primeiro contato com assédio sexual e sexo oral que muita gente teve… 😉

O Homem Elefante

Hoje foi dia de ir ao teatro… fomos ao Centre Theater, em Norristown, assistir “The Elephant Man“, estrelado pelo Pete, um dos ferradores que trabalham comigo.

O Pete faz o papel do Dr. Treves, o médico que resgata o Homem Elefante e cuida dele. Olha ele na foto do cartaz da peça, abaixo (clique para ampliar).

Gostamos muito da produção da peça. A história é muito tocante e usa o Homem Elefante para provocar a discussão do que é ser humano, e se a gente está fazendo um serviço às alturas. Vale apontar que o Homem Elefante e as pessoas envolvidas na peça realmente existiram… a peça é calcada em fatos reais.

O ator que fez o papel do Homem Elefante merece destaque. A caracterização dele não usa nenhuma maquiagem, somente expressão corporal e a voz para passar para a audiência as deformidades, as dificuldades e o tormento do Homem Elefante. A voz, especialmente, impressiona e emociona a gente. Não dá para explicar como é que ele faz.

Infelizmente, nem mesmo se algum de vocês morasse aqui perto, não daria mais para vocês assistirem: hoje foi o último dia da peça.

Sky Captain and the World of Tomorrow

Esqueci de contar… assistimos “Sky Captain And The World Of Tomorrow” no final de semana passado.

Tremenda furada. O filme tem um visual muito bacana tirado de filmes antigos, mas fica nisso. O impacto visual diminui e ser torna tedioso à medida que o filme avança, mas a história não se levanta para ocupar o lugar e manter o interesse do espectador. O resultado… um filme que se arrasta e entedia.

Recomendo só aos mais fanáticos pelo gênero por ficção científica no estilo dos anos 30 e 40.

Corram para o Rio…

…para assistir os filmes do “Festival do Rio“, que começa esta semana.

Minhas recomendações são: “Zatoichi“, “Hero“, “Steamboy” e um dos melhores filmes de todos os tempos, “Blade Runner” (para aproveitar que está sendo exibido em tela de cinema).

E não é que assisti?

Contrariando as minhas expectativas, acabei conseguindo assistir “Ghost in the Shell 2: Innocence“.

O cinema resolveu deixar o filme por mais uma semana, acho. Aparentemente o público gostou, porque quando nós chegamos lá no sábado, a sala estava até que bem cheia.

Eu estava super-cansado depois de trabalhar a semana toda e acordar de madrugada no sábado para trabalhar, e estava brigando com meus olhos para mantê-los abertos.

Mesmo apesar do sono, gostei. O filme é visualmente espetacular, e apesar da trama ser complexa, naquela maneira típica de animê, é bem interessante. O passo do filme consegue ser ao mesmo tempo lento e rápido, o que é bem estranho.

O filme continua a história de um dos personagens principais de “Ghost in the Shell”, e não é uma má idéia assistir ao primeiro filme antes de ver a continuação. Apesar do segundo filme ser independente e poder ser assistido em separado (eles explicam a maior parte das referências ao filme original), é sempre legal saber o que aconteceu antes.

Acho que o pessoal chegado em animê com certeza vai gostar, então tentem assistir.

Third time is the charm… NOT!

Depois da terceira tentativa frustrada de assistir “Ghost In The Shell 2: Innocence“, está oficializado: eu desisto.

O filme está passando somente em uma sala na região de Philadelphia inteira e não deve continuar sendo exibido até o final de semana. O cinema não é muito distante de casa, mas trânsito absurdo ou acidentes catastróficos causando o fechamento de vias principais no caminho realmente atrapalham quando se tem hora para pegar uma sessão.

Assisto quando, e se, sair em DVD. :-(

Final de semana de teatro… ou não!

Neste final de semana a gente tinha duas peças para ir, uma na sexta-feira à noite e outra hoje à tarde.

Na sexta íamos assistir “Marx in Soho“, estrelada pelo Bob, o ferrador com quem trabalho. Mas a Lydia chegou em casa passando muito mal, então não fomos.

Hoje íamos ver “Tarry Flynn”, co-estrelada pelo Pete, o outro ferrador que trabalha com o Bob. Acabei de pegar uma mensagem do Pete no meu celular, avisando que o teatro alagou ontem (veja no blog de um dos atores) por causa das chuvas fortes (tinha 40 cm de água dentro do prédio) então a peça foi cancelada.

Ambas as peças terminavam neste final de semana, então… danou-se. :-(

Mais barganhas

A locadora aqui atrás de casa aluga DVDs por $1 a semana… uma barganha. Então nós fomos lá na semana passada pegar uns filminhos para assistir.

E não é que eles tem um monte de filmes legais?

Alugamos “The Eye“, um filme de Hong Kong que já fazia muito tempo queríamos assistir, sobre uma garota cega que após receber um transplante de córnea começa a ver espíritos. É tipo um “Sexto Sentido” chinês.

O filme é muito bom, especialmente a primeira metade, que é muito assustadora. Algumas cenas me deixaram com arrepios pelo corpo todo, coisa que é bem rara. E eu inclusive “freaked out” a Lydia com minha interpretação da aparição do elevador. Ela me proibiu explicitamente de fazer aquilo de novo. 😯

Recomendo. Especialmente pagando só $1 para assistir! :-)

Em tempo: o site oficial é em tailandês (acho), na parte superior direita (bem pequenininho), tem um link para a versão em inglês.

Onde “1984” e “Star Trek” se encontram

Desde a semana passada eu venho ouvindo o audiobook de “1984” enquanto dirijo, indo e voltando do serviço.

Hoje eu cheguei em uma parte do livro onde, durante uma interrogação, o interrogador mostra 4 dedos da mão e tenta fazer com que o interrogado veja 5 dedos através do uso de uma máquina que provoca dor intensa pela simples manipulação de um controle. Onde é que eu tinha visto isso antes?

Não precisei pensar mais que alguns segundos para descobrir… foi em um episódio duplo de “Star Trek: The Next Generation” chamado “Chain of Command” (parte 1 e parte 2). Nesse episódio, o Capitão Picard é preso e passa pela mesmíssima sessão de tortura, só que ao invés de dedos, são usadas 4 luzes.

Achei fantástico. Para mim, só confirma duas coisas: que “1984” é realmente um clássico daqueles que não perdem a força com o passar do tempo e que ST:TNG realmente uma série de televisão de alto nível, do tipo que já não se faz mais hoje em dia. Recomendo ambos.

Zatoichi

Hoje fomos ao cinema assistir “Zatoichi“, a mais nova versão desse personagem que é um clássico do Chambara (o cinema de época japonês).

Zatoichi é um massagista cego que viaja pelo Japão, sempre perseguido por inimigos e caçadores de recompensa. Apesar de cego, Zatoichi é um espadachim formidável, que usa o som, cheiro e tato para lutar.

Apesar da história típica (herói chega na cidadezinha onde gangues rivais de mafiosos estão lutando entre si pelo poder), o filme é muito bacana. Algumas histórias paralelas se desenrolam enquanto o passado dos personagens é mostrado através de flashbacks.

Além disso, o filme tem um componente sonoro muito legal, talvez para mostrar a dependência que Zatoichi tem com o som. Em várias passagens do filme, você se sente assistindo a um show do “Stomp!“, onde as pessoas se movem e fazem coisas seguindo o ritmo da trilha sonora: aram o campo, martelam pregos, cortam lenha, etc, tudo seguindo a batida da música. E no final do filme tem um show de percussão. :-)

O pessoal mais “por dentro” vai reconhecer o ator que faz Zatoichi (e que também é o diretor do filme). É Beat Takeshi, que também trabalhou em “Battle Royale” e na série de TV “Takeshi’s Castle“, que inspirou as “Olimpíadas do Faustão” (eu já falei sobre isso neste post aqui).

Em tempo: o link no começo do post é para o site oficial do filme (em japonês, mas vale à pena olhar), mas para informação mais genérica vocês podem olhar na página do IMDB.

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