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A história da Terra Prometida

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Achei um texto que eu tinha começado a escrever uns meses atrás, quando estava lendo a ótima adaptação do livro do Gênesis feita pelo Crumb. Tinha me dado vontade de fazer um resumão da história da Terra Prometida, porque as histórias normalmente seguem Abraão e sua descendência através dos séculos, mas não enfatizam o lado da promessa que Jeová fez para ele e que nunca cumpria. Resolvi corrigir essa falha. :-)

O texto é bem longo, o resto está depois da quebra. (more…)

Resenha: Hare Krishna, a religião!

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Fomos ontem à noite ao que achamos ia ser um “open mic” de música indiana num restaurante, com um amigo indiano nosso. Acabou sendo foi um encontro de um grupo de ioga, praticantes do Vaishnavism… ou como o pessoal os conhece, os Hare Krishnas. Mas até aí tudo bem, eles iam tocar músicas, então supostamente estava beleza.

Arrumaram tudo lá, tocaram uma música, mas aí em seguida começaram a cantar o mantra deles. E cantaram a mesma coisa por HORAS. Mudaram os músicos, a letra e a música continuavam as mesmas. E depois da 700a. repetição, não há santo que aguente.

Como tínhamos dado carona para o nosso amigo, que estava lá no meio tocando, não podíamos simplesmente ir embora. Então eu comecei a conversar com uma tiazinha lá e pedi para ela me explicar os princípios básicos da religião deles, pois não conhecia muito. Conversei com ela um tempão, ouvi as explicações dela, fiz muitas perguntas para tentar esclarecer as minhas dúvidas. Ela aparentemente ficou satisfeita comigo como audiência, pois falou algumas vezes para outras pessoas que “he’s got the best questions ever!“. 😛

Depois disso o pessoal de lá trouxe um monte de comida, pararam a música e todo mundo comeu. Eu continuei conversando e perguntando coisas para a tiazinha durante a refeição, mas eu perguntei várias vezes se ela não se importava e ela falou que não, que gostava de falar sobre isso. E parecia gostar mesmo, então não acho que dei uma de chato.

Aprendi montes de coisas sobre a religião deles, mas não fiquei muito impressionado não. No final, o melhor jeito que eu encontrei para descrevê-la é um cristianismo evangélico misturado com espiritismo. Tem todo o lance de criacionismo, da impossibilidade do universo não ter sido criado por um controlador, um deus supremo e todo poderoso, que tem uma forma humanóide definida e que vive uma vida de prazeres e passatempos com seus companheiros. Acreditam  que você só encontra salvação através da entrega total a esse deus, e que se aproxima dele através da recitação daquele mantra. Também acreditam em reencarnação e karma, em vida em outros planetas mais “avançados” ou “inferiores” ao nosso (que é considerado um mundo “médio” em termos de sofrimento e iluminação). Para elas cada pessoa tem uma alma individual, que sempre existiu (i.e. não tem começo nem fim), que fica reencarnando até se liberar da mentalidade “material”.

Uma coisa que achei interessante é que para eles, você tem que ficar com karma ZERO. Você adquire karma negativo e positivo pelas coisas que faz, mas o lance é que se você tem karma negativo, tem que voltar para pagar, mas se tem karma positivo, também tem que voltar, para aproveitá-lo. Só deixa de voltar quando o karma está zerado. Isso eu não sabia, sempre achei q karma positivo era o que importava. Mas um jeito de gastar karma é cantando o mantra, por isso eles cantam aquilo tanto. Para não criar karma, tudo o que eles fazem tem que ser dedicado a Krishna, assim a ação “transcende” o mundo material e não gera karma (e.g. a comida que você faz é consagrada, assim não é mais simplesmente material, não criando karma negativo por causa das plantas que estão sendo mortas).

Outra coisa interessante é que os outros deuses indianos (Krishna é o deus único) são na verdade semideuses, que tem um papel administrativo. São os administradores dos mundos, mas também são mortais. Envelhecem, morrem e podem reencarnar como pessoas “normais” mesmo, ou a gente pode reencarnar com um desses semideuses. Eu perguntei se um semideus reencarnando como um humano seria o mesmo que sofrer um rebaixamento de cargo, mas ela falou que não, que para eles pode ser até uma vantagem pois é mais fácil louvar a Krishna como um humano do que como um semideus, portanto se tornando mais fácil se aproximar dele. Sei lá por que.

Agora os momentos “head explodes”: 😛

Considere o fato da gente depender de água para viver. Agora olhe em volta, e o que tem mais pela Terra? Água! Está aí a prova de que tudo foi projetado por uma inteligência superior.

E para a água do mar não estragar até a gente precisar dela, o deus colocou sal nela para conservar. Daí as nuvens vão, pegam a água, levam para as montanhas, onde elas viram neve e gelo para esperar a primavera, quando derretem e viram rios. Perfeito! Tudo super-planejado.

Além disso, aparentemente ninguém sabe como a nossa digestão funciona, ou como o coração bate, ou como a gente respira. Se ninguém sabe explicar como nada disso funciona, obviamente foi criação divina.

Bom, resumindo, achei o Vaishnavism uma religião em nada diferente das outras. Tinha uma impressão de que seria mais interessante, mas realmente o que mais me lembrou foi mesmo um evangelismo com reencarnação. As explicações que recebi, muitas vezes extremamente fantásticas, como por exemplo quando eles descrevem os passatempos com que Krishna se entretem nas suas horas de lazer, são todas baseadas em afirmações simplesmente retiradas de um texto sagrado e suplementadas com exemplos de fatos “inexplicáveis” que são, na verdade, de conhecimento comum a qualquer um que se dê ao trabalho de abrir uma enciclopédia (i.e. como a digestão funciona).

Esperava um pouco mais deles, sei lá por que. Prefiro o Budismo. 😛

Resenha de jogo: Smallworld

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It's a small world after all

It's a small world after all

Oba! Resenha de jogo! :-)

Falei brevemente do Smallworld logo quando o comprei, neste post, mas decidi fazer uma resenha mais detalhada porque o jogo é bem legal.

O Smallworld é um jogo de conquista de territórios, onde cada jogador controla uma raça que tenta se expandir pelo mapa. Para cada território que você controla no final do seu turno você recebe uma quantia de ouro (normalmente 1). Depois de um número de rodadas que depende do número de jogadores, quem tem mais ouro ganha o jogo.

Esta resenha é comprida, preparem-se. :-)
(more…)

Novo “Cosmic Encouter”

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E a Fantasy Flight Games relançou um dos meus jogos favoritos, “Cosmic Encounter“, o jogo que me transformou num boardgame geek. Me lembro das primeiras vezes que joguei, na casa do Rique… nunca tinha jogado nada parecido.

Segundo o Scott Nicholson, essa versão devolveu para o jogo o “awesome” que a Hasbro/Avalon Hill tinha removido na versão dela. Pelo que dá para perceber pela resenha dele, o jogo está bem parecido com o que era na edição que eu tenho (a da Mayfair Games).

Antes da edição da Hasbro, o Cosmic Encounter passou muitos anos em hiato, fora de publicação, com cópias vendendo no eBay por centenas de dólares. A edição da Hasbro não durou muito, acho que por causa das mudanças que fizeram. Espero que esta edição nova faça sucesso porque o jogo merece. Aproveitem para comprar seus exemplares, esse é um jogo que não me canso de recomendar!

Como curiosidade, a Grow publicou uma versão simplificada desse jogo no Brasil, por volta de 1980.

Me apaixonei pela majestade das cores

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Será que é bom de comer?

Para quem sempre sonhou em ser uma monstruosidade antediluviana, finalmente apareceu uma oportunidade.

Eu não costumo colocar este tipo de link aqui no blog, mas como uma boa parte da minha meia-dúzia de leitores gosta de assuntos lovecraftianos, achei que iriam curtir este mini-jogo online, onde você é uma criatura tentacular antediluviana gigantesca, que acorda e encontra o mundo da superfície, suas cores e também os seres humanos, pela primeira vez.

O jogo é curtinho (como falei, é um mini-jogo), muito legal, com um lado poético e que tem 5 finais diferentes dependendo das suas ações durante o jogo. Consegui todos os finais em uns 15 minutos. Bem bacana e diferente.

De onde apareceu a Matriz?

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Será?

Mas será?

Acabei de descobrir de onde apareceu a idéia da Matriz (aquela dos filmes com o Keanu Reeves): de um episódio do Ultraseven!

O episódio é o de número 43, “Pesadelo no Planeta 4”, que acabei de assistir. A minha irmã me mandou a série completa em DVD um tempo atrás e eu venho assistindo aos poucos.

Nesse episódio, Dan (a indentidade secreta do Ultraseven) e Soga (um companheiro do Esquadrão Ultra), estão testando um novo foguete interplanetário, quando são desviados 120 mil anos-luz (WTF!!!1!1!!) e vão parar no planeta Daiyon, um lugar igualzinho ao Japão. Só que nem tudo é o que parece, pois boa parte dos humanos na verdade são robôs!

Segundo o que chefe dos robôs explica, depois que eles são capturados e levados para um prédio que serve como prefeitura, estúdio de cinema e aparentemente prisão de alienígenas, os humanos criaram máquinas avançadas 2000 anos antes e com o passar do tempo se tornaram cada vez mais preguiçosos e deixaram as máquinas fazendo tudo. 500 anos atrás, as máquinas tomaram o poder e escravizaram os humanos, que agora se encontram em extinção. Isso é um problema, porque… prestem atenção… as máquinas dependem da energia gerada dos humanos para viver! Os humanos geram muita energia, segundo o robô chefe, e as máquinas necessitam dela. A solução, então, é invadir a Terra para arrumar mais humanos.

A trama desse episódio é mais confusa e bagunçada que o normal, com Dan e Soga presenciando várias execuções em massa de humanos para servirem de cenas em filmes (mas… os robôs não precisam de mais humanos?), escapando e fugindo para a cidade dos humanos, voltando para resgatar uma mulher que os ajudou e foi levada pelos robôs como punição, o Soga sendo baleado e o Dan virando Ultraseven e rodando a baiana nos robôs, destruindo a cidade e a frota espacial de ataque deles, antes dele e o Soga (que aparentemente se curou instantaneamente do tiro) voltarem para a Terra e serem alvo de ridículo depois de contarem a história deles (tipo “ah, vocês sonharam”).

Mas o importante é que, em 1968, eles já tinham tido essa idéia das máquinas dominando os humanos e os usando como fonte de energia. Predatam “The Matrix” por bem uns 30 anos… huh-huh! 😛

Atualização: a Lydia me lembrou de que alguns dos elementos visuais do episódio também lembram o que fizeram no “The Matrix” também. The plot thickens…

Rock Band 2

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Como falei antes, compramos o Rock Band 2 para o PS3.

Já jogamos um bom tanto, e o pessoal do resto da família também… o jogo já foi usado em duas festas, no final de semana passado e ontem, todo mundo gosta.

Então, estas são as nossas opiniões (minhas e da Lydia):

Prós:

  • Funciona com os instrumentos do Rock Band 1 e do Guitar Hero (que também temos, a Lydia ganhou de graça), então podemos jogar com 4 pessoas (cantor, guitarrista, baixista e baterista)
  • Dá para puxar as músicas do RB1 para ele, assim você só precisa usar um jogo (você precisa de uma “chave” para fazer a mudança, veja nos Contras)
  • Você só precisa criar um personagem e pode tocar todos os instrumentos com ele (no RB1, quando você cria um personagem, ele fica ligado ao instrumento e só toca aquele)
  • Juntando as músicas do RB1 e RB2, mais as músicas de graça que dá para baixar da internet, você tem por volta de 280 músicas para tocar

Contras:

  • A seleção musical do RB2 não é tão legal quanto a do RB1. Tem muita música “incantável” :-P, com aqueles vocais guturais de Death Metal, que não atraem muita gente (e para falar a verdade, nem a mim)
  • A “chave” de software para importar as músicas do RB1 para o RB2 é paga. São só 5 dólares, mas eu acho que devia ser de graça, afinal você já comprou os 2 jogos
  • É um saco ter que liberar todas as músicas uma por uma (existe um cheat para liberar tudo, mas enquanto ele está ativo, o jogo não salva a pontuação que você faz. Mas funciona bem para festas)

No geral, achamos que valeu à pena. O jogo é basicamente o mesmo que o RB1, com gráficos um tiquinho melhorados e algumas opções extras, como a de criar somente um personagem para fazer tudo. Só queríamos mesmo que a seleção musical fosse melhor. Tem várias músicas que a gente não vai tocar nunca, a não ser que seja obrigado para passar de fase durante o jogo competitivo, mas numa festa não vamos nem chegar perto.

Agora é esperar para comprar o Guitar Hero: World Tour:-)

Update! (7 de dezembro): Já compramos o GH:WT… quero dizer, ganhamos. A Lydia ganhou uns giftcards da Barnes & Noble, então pedimos o jogo pelo site deles. Saiu de grátis! :-)

Brinquedo novo

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Compramos um Playstation 3… estávamos contemplando a compra de um videogame para podermos jogar mais “Rock Band” e acabamos optando por esse, por várias razões:

– É um upscaling DVD e Blu-Ray player. Aparentemente um dos melhores players do mercado… a imagem dele é mesmo muito superior à do nosso DVD player antigo, que também fazia upscaling;
– É um media center (conecta com a Internet e também puxa músicas e vídeo direto do meu computador, assim dá para tocar na sala);
Já temos os instrumentos, então pudemos só comprar o disco do jogo, usado;
– Esse console não vai ficar obsoleto por um tempo ainda (ao contrário do Playstation 2, por exemplo, que já está caindo fora).

Como é novidade, acabo perdendo montes de tempo jogando coisas nele. Além de demos de jogos que posso baixar via internet direto para ele, a Lydia ganhou uma cópia gratis do “Guitar Hero III” (que veio com uma guitarra adicional que podemos usar com o “Rock Band”) e eu também comprei o “Assassin’s Creed” usado. Preciso de mais horas no dia agora para dar conta disso tudo… :-)

Cloverfield

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Assistimos “Cloverfield” no cinema hoje.

A trama do filme é simples: um grupo de amigos que se reuniu para uma festa de despedida em NY tenta escapar da cidade durante o ataque de um monstro do tamanho de um arranha-céu. Só isso, basicamente.

Apesar da simplicidade da história, nós gostamos do filme. Ele mantém uma tensão enorme o tempo todo, focando a atenção nos personagens principais enquanto no fundo o monstro enfrenta o exército e a cidade é destruída. Os efeitos especiais são excelentes, e uma coisa legal é que o monstro aparece bem pouco, na maior parte das vezes só se vê um pedaço dele passar rápido pela tela. Os efeitos sonoros são de primeira, e eu recomendo assistir a esse filme no cinema, para vocês poderem aproveitar todo o efeito. Nada transmite melhor a idéia de “monstro gigante” como a sensação da sala tremendo a cada passo dele por causa do som do cinema.

O filme foi feito no estilo do “Blairwitch Project“, em estilo “documentário amador”, onde os personagens usam camcorders para documentar o que está acontecendo em volta deles. Muita gente não gostou do Blairwitch por causa do movimento excessivo da câmera e porque em muitas partes ele não convence… quem ia acordar no meio da noite e sair fugindo pelo mato com uma câmera ligada, por exemplo? No Cloverfield os personagens tem motivações mais concretas para manter a câmera rolando e o movimento, enquanto longe de ser estável, pelo menos não dá enjôo.

Assistam, mas no cinema. Em casa esse filme deve perder 95% do impacto. A não ser que vocês tenham uma destas aqui. 😛

Ah! Não adianta nem procurar na internet, porque não existe nenhuma foto do monstro online, pelo menos por enquanto. As fotos e desenhos que existem e que foram divulgadas pelo estúdio são “despistes”, o monstro é diferente.

Salve-nos, Ultraman!

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http://diario.liquidoxide.com/archives/images/2961/ultraman-thumb.jpgEstou assistindo à série original do Ultraman em DVD, que a minha irmã e o namorado dela me deram como presente.

Até agora, no episódio 25, a contagem é a seguinte:

Monstros destruídos pelo Ultraman: 22
Monstros destruídos pela Patrulha Científica: 4
Monstros destruídos por outros monstros: 4
Monstros que fugiram ou foram soltos pelo Ultraman: 2

Em alguns episódios aparece mais de um monstro, por isso a diferença nos números.

Vale notar que, dos monstros destruídos pela Patrulha Científica, um foi por acidente (eles fizeram cagada e explodiram uma refinaria de petróleo, o monstro morreu no incêndio e depois o Ultraman teve que ir apagar o fogo, que fugiu do controle) e outro o Ultraman segurou para que eles pudessem dar um tirombaço no ponto fraco do monstro.

Conclusão: se não fosse o Ultraman, o mundo estaria perdido mesmo, porque os coiós da Patrulha Científica são completamente incompetentes. Isso porque essa é a organização de elite responsável pela proteção da Terra contra as ameaças espaciais…

Ultrabônus: este link para o videoclip musical mais legal que existe. 😉

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