Nossa vidinha
No quintal
A marmota residente está à todo vapor, mandando bala nas maçãs e nas peras que caem das árvores. E está perdendo o medo da gente (ou ficando safada, depende do ponto de vista), já quase não foge quando nos vê nas janelas de casa.
Troquei a lâmina que tinha entortado e dei um banho no trator, que andava bem sujinho… coitado. Me ajuda tanto, merece ser bem tratado.
Ooops, foi sem querer querendo…
Que fria!
O pessoal da empresa que administra os prédios onde fica o escritório aqui resolveu dar um presentinho para a gente… contrataram um caminhão de sorvete para estacionar aqui na hora do almoço e distribuir sorvete de graça.
Já fui fazer a minha pilhagem… arrrrrr! 
O sorvete que eu peguei parece muito mais gostoso na foto no caminhão e na embalagem do que é na realidade. Depois de abrir o papel fiquei meio decepcionado. É um pouco sem gosto também.
Por mim, eu preferia mesmo um Chicabon. 
Noite na cidade e experimentação fotográfica
Como eu disse no post anterior, fomos para Philadelphia hoje. Aproveitei e tirei um montão de fotos para fazer algumas experiências com a câmera.
Algumas das fotos estão aqui, o resto colocarei num álbum neste link. Se quiserem, também tem um slideshow.
Hmmmmm… pela progressão das fotos, pode até parecer que eu fui enchendo a cara, e no final estava num porre completo, não? Mas não é isso não, como eu disse, eu estava experimentando com a câmera… 😉
Bem feito para os escoteiros!
Alguns de vocês devem saber que fui escoteiro por uns 14 anos da minha vida. Saí pouco antes de conhecer a Lydia, por causa de intrigas políticas no grupo escoteiro onde eu era assistente de chefia. Tudo por culpa dessa gentinha que fica fazendo politicagem numa organização onde o pessoal que trabalha é voluntário.
Aqui nos EUA eu nunca cogitei trabalhar com escoteiros, inicialmente por causa do problema que é trabalhar com crianças aqui (todo mundo é louco para acusar os outros de molestar as crianças deles para tentar ganhar uma grana).
Depois eu definitivamente abandonei a idéia quando 3 anos atrás o movimento escoteiro daqui entrou na justiça para defender o direito deles de excluir homossexuais da organização. Eles ganharam a causa, sendo considerados uma organização privada com direito a estabelecer critérios para a seleção dos membros.
Na semana passada, entretanto, um juiz da Califórnia decretou que os escoteiros são uma organização religiosa.
Essa decisão foi um efeito colateral de um processo movido contra os escoteiros pela ACLU (uma associação de proteção às liberdades civis) contra um contrato de aluguel que os escoteiros tem com a cidade de San Diego deste 1945, onde eles retém o uso de 18 acres de terreno público, pagando US$1 por ano.
A ação acusa a prefeitura da cidade de favorecimento, por permitir que uma organização religiosa use um terreno público como sede, gratuitamente.
A união dos escoteiros daqui dos EUA é uma organização ostensivamente anti-gay, anti-agnosticismo e anti-ateísmo, e após problemas com dois meninos, um o filho de um casal de lésbicas e o outro filho de agnósticos, os dois casais pediram à UCLA que intercedesse.
Eu apóio completamente a decisão do juiz de suspender o uso do terreno. Quando eu fui escoteiro eu não podia falar que não tinha religião, senão teria que sair do grupo. O argumento era que eu teria que jurar em nome de deus ao fazer a minha promessa de escoteiro, e se não acreditasse, minha promessa não era válida. O fato de eu também dar a minha palavra de honra obviamente não contava em nada.
Naquela época eu não era tão ativista como agora, então engolia o sapo e tudo bem. Mas hoje eu acho um completo absurdo, e eu jamais me associaria a uma organização como essa.
Que eles tenham o direito de excluir pessoas baseando-se em preferências pessoais, até aí tudo bem, problema deles. Mas como diz o processo, então eles que não venham pedir tratamento preferencial no uso de propriedade pública se não permitem que todo mundo a use.
Outras organizações como o YMCA tiveram que abandonar suas políticas de exclusão para manterem esses privilégios. Está na hora dos escoteiros decidirem se juntar aos nossos tempos e deixar essas políticas retrógradas para trás. Infelizmente, a decisão ainda vai ser apelada então pode ser revertida. Eu torço para que não seja.
Virei bicho do mato
Acabei de voltar de Philadelphia. Fui de trem.
Fazia tempo que eu não ia passear por um centro de cidade durante o horário de expediente. Andando pela rua pelo centro de Philadelphia me deixou pensando como se eu tivesse que voltar a trabalhar num centro, encarar um “comute” longo, trânsito, calor de andar na rua, aquela multidão toda, o barulho, ter que trabalhar de camisa e gravata, etc… com certeza eu não ia gostar não.
Acho que esse tempo todo que eu estou aqui na periferia me deixou mal acostumado. Lá em Philadelphia tem muita coisa para fazer, muito lugar legal onde comer, etc, mas acho que eu prefiro muito mais ficar por aqui mesmo perto de casa. 
Jogatina
Não, não fomos para nenhum cassino. 😉
Ontem nós fomos foi para Baltimore, onde estava acontecendo o World Boardgame Championships, uma grande convenção anual que dura uns 10 dias, onde o pessoal se acaba de tanto jogar tudo quanto é jogo de tabuleiro, miniatura, carta, etc e também tem a oportunidade de competir em torneios. Típico programa de geek. 😉
Nós não participamos do WBC, fomos até lá para encontrar amigos nossos que estavam participando. Da esquerda para a direita, Andrew, Lu, Tola, JP, a Lydia e eu.
Já que estávamos lá, não pudemos desperdiçar a chance de experimentar uns jogos novos. O dono da Rio Grande Games tradicionalmente aluga um restaurante no hotel e disponibiliza montes de jogos para quem quer experimentar. Além disso, outras empresas levam jogos para fazer playtest ou simplesmente para deixar o pessoal jogar os jogos como divulgação. Isso fora os particulares que levam carregamentos de jogos também.
Tentamos vários jogos que não conhecíamos. Do primeiro, chamado “Amun-Re“, eu marquei touca e não tirei fotos, mas os outros estão abaixo.
Hellas: um jogo de conquista de território, que usa exércitos de gregos para controle dos pedaços do tabuleiros e navios para expansão. O tabuleiro é construído mais ou menos aleatoriamente à medida que o jogo avança e novos territórios são descobertos.
TransAmerica: um jogo bem fácil de aprender, de construção de ferrovias e ligação de cidades.
Mystery of the Abbey: possivelmente inspirado no filme “O Nome da Rosa“, é uma versão super-vitaminada do “Clue” (“Detetive” no Brasil?), e se passa numa abadia medieval. Um dos monges foi assassinado e os jogadores precisam descobrir quem foi. Muito, mas muito superior ao “Clue”, dá objetividade às andanças pelo mapa e cria uma interação muito maior entre os jogadores. Como comparação, se o “Mystery of the Abbey” fosse o Schwarzenegger, o “Clue” seria o Danny Devito. 😉
Villa Paletti: um jogo de construção, onde o objetivo é construir a torre mais alta possível usando um número finito de peças. O detalhe é que para construir os andares de cima, você tem que remover peças dos andares já construídos em baixo, tornando a estrutura toda cada vez mais instável.
E finalmente, Zendo: um jogo de resolução de padrões. Pelas fotos abaixo vocês nunca imaginariam que se tratava de um jogo, mas acreditem, é. Você precisa descobrir regras que formam padrões de formas através de tentativa e erro, com a ajuda de pistas fornecidas pelo “Zen Master”, a pessoa que cria a regra. As pedras brancas indicam construções que obedecem à regra, as pretas indicam construções inválidas. De queimar os neurônios.
Chegamos em casa de madrugada, cansados mas satisfeitos… quem sabe no ano que vem a gente não participa dessa convenção? 
Cerâmica, aqui vou eu
Acabei de desligar o telefone, e o problema está resolvido.
Falei com uma pessoa de um outro departamento ontem (um tal de Multicultural Student Services), expliquei o que aconteceu, reclamei, etc. Ela pediu montes de desculpas, etc. Mandei uma cópia do meu greencard para ela via FAX ontem à noite para ela poder atualizar meu cadastro lá nos computadores deles.
Falei com ela agora, ela vai me inscrever no curso que eu quero e vai me mandar as informações e a conta pelo correio. Não vou nem precisar ir lá, o que facilita a minha vida.
Só esqueci de perguntar como fazer para fazer uma queixa contra a mulher que me atendeu na sexta-feira. Hmmm. 😐
Agora é só esperar o início das aulas. 
Um dia na vida de um fazendeiro suburbano
Hoje foi dia de trabalhar no quintal. Acabamos de encerrar o serviço por hoje.
Podamos os galhos das árvores, arrancamos ervas daninhas de um canteiro que vamos arrumar e, mais importante, colhemos algumas das coisas do quintal.
O saldo da colheita foi uma bacia grande de nozes, uma bacia de pêssegos e uma boa quantidade de cabeças de alho.
As peras ainda não estão boas para colher. As maçãs das duas árvores este ano estão bem mirradinhas, não sei o quanto vamos ter dessas frutas. As ameixas já desapareceram todas, vítimas da bicharada que ronda por aqui.
Amanhã tem mais coisa para fazer. Cortar a grama, terminar de arrumar o tal canteiro, derrubar um murinho que está onde vamos fazer a nossa nova horta…
Últimos comentários