Nossa vidinha
Cansaço e resumão
Estou num prego danado, correndo para caramba no serviço… nem estou conseguindo postar ou passear pelos blogs do pessoal direito. 
Com o começo do curso de cerâmica, os atrasos do meu serviço e a adoção dos papagaios, nosso ritmo diário foi jogado de pernas para o ar até a gente encontrar o nosso ritmo certo novamente.
Voltei agorinha da aula de cerâmica, está bem interessante. Por enquanto não tenho nada para mostrar, as peças que já fiz estão secando para serem “bisqued”, que é a primeira fornada. Depois disso elas podem ser pintadas e voltam para o forno. Mas isso ainda vai demorar um pouquinho.
A Switch hoje voltou para o veterinário pois estava com um inchaço na barriga dela e com uma flatulência extraordinária. O veterinário a examinou e disse que não é nada, só um acumulo de liquido (o inchaço) e uma reação aos remédios (os puns).
A Lydia levou os papagaios para o veterinário para um check-up, está tudo bem com eles. Depois, já em casa, ela nocauteou o Domingo com uma cenoura super-temperada que deu para ele experimentar. O bichinho deu uma lambida na cenoura e caiu do poleiro. Sério! 
Depois disso, a Malibu vinha correndo arrancar do bico dele e jogar no chão da gaiola tudo que a Lydia dava. Acho que ela queria proteger o coitado. 😛
Só buraqueira
Este foi o meu serviço de ontem… remover toda a grama e escavar uma trincheira para a gente transformar num canteiro. Clique nas fotinhos.
Enquanto isso, no fundo do quintal, os tiozinhos da companhia de água arrumavam o vazamento.
E a marmota esperava aquele monte de gente sair de lá para atravessar por um dos buracos que ela fez por debaixo da minha cerca.
P.S. não, este também não é o post de sábado à noite… 😛
Fotos variadas
Umas fotinhos que estavam sobrando aqui, sem post específico para elas. Clique para aumentar.
A Cyborg 1, loja onde compro quadrinhos.
P.S. este aqui não é o post de sábado à noite. 😉
Cerâmica 101
Voltei para a escola! Começou hoje meu curso de cerâmica lá no Bucks County Community College, a universidade pública daqui de onde eu moro.
Cheguei cedo para pegar o adesivo de estacionamento para o carro, então pude tirar fotos do estúdio onde vão ser as aulas. Cliquem nas fotinhos para aumentar.
Chegando no lugar… será que é aqui? Parece um tanto quanto abandonado… 😐
Ah não, é aqui… mesmo assim parece meio caído.
Hmmm, pelo menos o mocó é bem iluminado.
E tem aquelas mesinhas de girar para fazer vasos…
Só que a faxineira é meio relaxada… o lugar é todo coberto por uma camada de argila. 😉
Agente Parker o ^$##@&**%!!!
Foi trote, e internacional ainda por cima!
O desocupado foi o Fulvio. Acho que isso foi alguma jogada promocional para promover o blog dele. Ou falta do que fazer mesmo.
A gente ficou meio assim por causa do sotaque do tal “Agent Parker”, mas na verdade eu estava torcendo para ser alguém do FBI mesmo para eu poder tirar uma com a cara deles. Tipo:
Agente: Alô, eu gostaria de falar com o Mauro, é o Agente Parker do FBI.
Eu: Ahã.
Agente: Sr. Mauro, nós temos umas perguntas que gostaríamos de fazer para você…
Eu: Você pode me desculpar só um minutinho?
Agente: Claro.
Eu [depois de um minuto ou dois]: Desculpe, o coelho da Páscoa estava batendo aqui na porta para falar comigo.
Agente: Sr. Mauro, isto não é uma brincadeira.
Eu: Claro que não. Ele não vem aqui só para fazer visitas sociais, veio pedir para eu dar uma ligada para o Papai Noel por ele, pois o coelho-fone dele está quebrado.
A Lydia ia ficar desesperada, mas eu não ia perder essa oportunidade. Afinal, não sou obrigado a aceitar que alguém é do FBI só porque ele me disse ao telefone, não é?

Quem me dedurou?
Cheguei em casa e encontrei o seguinte recado na secretária eletrônica:
“Hi, I would like to talk to [meu nome], this is Agent Parker from the FBI. I will call again later.”
Muito bem, quero saber quem foi o engraçadinho que andou ligando para o FBI e falando bobeiras para eles sobre mim… pode ir confessando. 
Fragmentos de uma conversa, versão da Lydia
A Lydia estava conversando hoje com um representante de uma gráfica que faz serviços para a empresa onde ela trabalha.
Ele: …meu filho está com vontade de ser escoteiro. Eu fiquei meio na dúvida porque meu pai nunca acreditou nisso e nunca me deixou ser.
Ele: Eu pesquisei muito, conversei com a minha esposa, rezei e decidimos levar ele para um grupo de escoteiros.
Ele: Eu descobri que tenho que tenho que participar também para ajudar nas atividades.
Lydia: Ah, meu marido foi escoteiro por 14 anos e o pai dele tinha que participar e acabou sendo chefe de tropa. Meu marido gostava e diz que ajudou ele a se desenvolver como pessoa.
Ele: É, eles são uma entidade com muitos bons princípios e firmes nas crenças deles. Tipo esse negócio dos homossexuais, que eles vão perder a ajuda do governo porque não querem aceitar homossexuais. Certo é certo e errado é errado, e eles tem os princípios deles e não vão mudá-los.
Ele: Se você quer seguir esse caminho é seu problema, mas certo é certo e errado é errado. Eles estão mais é certos de ficar firmes e não ter que se abrir para outras crenças. Não interessa o que o resto das pessoas pensam.
Lydia: … [em pensamento: …e foi exatamente por coisas desse gênero que o Mauro largou dos escoteiros…]
Cada sapo que a gente tem que engolir…
Ainda sobre a festa
Gente, só um adendo, já que eu só falei do lado ruim… tirando os fragmentos de conversa dos posts anteriores, o resto da festa foi bom.
Teve bastante conversa, comida, bebida, bolo, brigadeiro. Eu e a Lydia ganhamos até um saquinho de prendas, junto com as outras crianças. 
Fragmentos de uma conversa, parte dois
Mudança de cena. Agora eu estava tentando resolver um problema no computador (ainda na mesma festa).
Ele [de pé atrás de mim, falando com o meu cunhado]: Eu entendo mais de hardware do que de software, mas mesmo assim eu arrumo tudo isso.
Eu: tk tk tk tk tk
Ele: Eu monto computador sozinho em casa, é meu hobby.
Eu: click click click
Ele: Eu montei um sistema [especificações quaisquer] para a minha mulher e gastei $800.
Eu: tk click tk click tk click
Ele: Tá vendo isso que ele está fazendo aí nesse programa? Eu faço isso direto na configuração do Windows.
Eu: click click clik tk tk tk
Ele: Por que você está com DUAS janelas do Internet Explorer abertas???
Eu [virando, já de saco cheio]: Talvez porque eu queira ver DUAS páginas ao mesmo tempo?
Ele: Hãããã…
Cunhado: Isso atrapalha o computador?
Eu: Não, isso não tem nada a ver.
Ele: É… não atrapalha não.
Eu [para o meu cunhado]: Você ia mostrar algo para ele, não? Eu volto depois para terminar o serviço.
Agora, quem consegue adivinhar a identidade do in-duh-víduo? As opções são:
1) O mesmo cara do post anterior;
2) A marmota que foi soterrada em cimento e desenvolveu problemas mentais;
3) O Bush.
Páreo difícil, hein? 
Fragmentos de uma conversa
Eu numa festa, falando com alguém que tinha sido me apresentado ali.
Eu: …é, tem bastante bichos lá em casa.
Ele: Bicho em casa só tem os que eu não matei ainda.
Eu: Como?
Ele: Lá em casa só sobrou os bichos que ainda não consegui acertar tiro.
Eu [minha expressão se esvaziando de qualquer empatia]: Hã.
Ele: É, eu passo fogo em tudo que é bicho que aparece por lá.
Eu [já pensando numa maneira de ir embora]: Hã.
Ele: Tem uma marmota lá que já estou tentando pegar faz tempo, mas ela tem sexto-sentido. Outro dia escapou por um tantinho assim de levar chumbo, eu estava me virando com o revólver quando ela sumiu.
Eu: A gente tem marmota em casa, mas não se incomoda com elas. Nós deixamos ela lá.
Ele: Ah… mas eu me incomodo porque elas estragam a fundação da casa. [detalhe, a fundação das casas aqui é de quê mesmo? Certo, concreto]
Eu: …
Ele: E onde eu moro tem muito mato, eu acabo com uma leva já chega uma leva nova de bichos.
Eu: …
Ele: A marmota fez um túnel por baixo do meu shed… eu enchi de cimento mas ela atravessou enquanto estava molhado ainda. [detalhe, encheu de cimento com a marmota dentro]
Eu [vendo a cadeira vagar do outro lado da sala, ao lado da Lydia]: Deixa eu ir sentar ali do lado do ar-condicionado.
Me lembrei da Érica e os papos que ela arruma via internet. Infelizmente esse aí era ao vivo mesmo, na casa dos outros. Não dava nem para desconectar. 
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