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July 6, 2007

39!

AAAAAHHHHH!!! 8-O

April 29, 2006

Reencontrando família

Esta semana uma prima minha, que não vejo desde que era pequenininha (já deve fazer pelo menos uns 13 ou 14 anos) resolveu procurar os primos perdidos. A família andava meio espalhada depois que meus avós ficaram velhos e morreram, então foi meio cada um para seu canto (apesar de todo mundo morar perto).

O resultado foi que ela achou minhas irmãs pela internet, e através delas, meu irmão e eu. Agora está todo mundo se falando pelo instant messaging e botando a conversa em dia. :-)

February 10, 2004

Para tudo que eu quero descer!

aaaaaaah.jpg Estou atravessando uma daquelas fases... vocês devem ter percebido, pela falta de inspiração aqui no blog.

Fui na terapia na semana passada e ontem voltei para falar com a psiquiatra que receita remédios, porque o Prozac não está resolvendo mais. Ele segura por um tempo quando aumento a dose, mas depois o efeito descamba.

Eu sei que remédio não é a solução, mas como a fonte dos meus problemas é meu emprego, preciso me aguentar por aqui até poder fazer algo com relação à isso.

Estou pesquisando as alternativas e espero não ter que continuar aqui por muito mais tempo, mas até lá... me sinto como o carinha aqui à esquerda. :-(

January 21, 2004

Falha de comunicação

Lendo as respostas ao meu post anterior, vi que falhei no meu intento... o número de comentários (longos) já está muito grande então resolvi responder em um post separado.

Aparentemente muita gente pensou que eu saí em uma cruzada para mudar o mundo, implantar o vegetarianismo forçado e com isso matar os pobres do mundo de fome e estabelecer uma sociedade onde os animais são tão ou mais importantes do que as pessoas. No processo, fui até acusado de ser um assassino de vegetais e comparado a terroristas vegetarianos... né Spacey? ;-P

Descobri também, em uma constatação que pessoalmente me desapontou, que vários dos meus amigos acham permissível impingir sofrimento e agonia à vontade em qualquer outro ser vivo, desde que seja para poupar qualquer ser humano. Argumentos usados para justificar esse "direito" variam entre "estarmos no topo da cadeia alimentar" ou "preservação da nossa espécie" (como se uma população de 6.5 bilhões estivesse em qualquer perigo de extinção). :-|

De qualquer forma, minha idéia era colher opiniões sobre o que uma pessoa deve fazer quando encontra um problema ético desses. O assunto extrapolou completamente o tópico, apesar de eu ter recebido algumas respostas relevantes (acho que todas elas "positivas").

Gente, eu não sou mané (acho). Eu sei que o mundo não vai mudar de um dia para o outro. As soluções para o problema da fome mundial estão além do escopo deste blog, embora eu pessoalmente ache que elas existam -- mas não são implementadas pela nossa própria resistência e mentalidade tacanha. E mesmo se fossem, qualquer mudança nessa escala é gradual.

É importante que vocês entendam que eu não sou contra usar outros seres vivos como fontes de alimentação (eu teria que estar completamente fora da realidade para achar isso). Sou contra a absoluta falta de compaixão com que esses animais são tratados, em nome de custos mais baratos. Isso é uma atitude desumana. Eu entendo que encarecer os custos faria gente comer menos (apesar de que milhares já morrem de fome hoje em dia de qualquer maneira, com ou sem custos baixos), mas eu ainda acho que uma mudança é necessária, ainda que gradual.

Eu acredito que o ser humano hoje em dia tem a capacidade de extrapolar as fontes de nutrição das quais ele depende para não precisar manter extensas populações animais cativas em condições "sub-animalescas", além de produzir muito mais alimento para todos.

A agricultura tem condições de produzir alimentos suficientes para todo mundo de maneira muito mais eficiente que a criação de animais, que afinal depende da sua própria agricultura para ser alimentada... vocês não acham que eles comem só capim, acham? Some-se a redução da dependência de fontes animais como comida, liberando vastas áreas hoje dedicadas às pastagens e produção de alimento para rebanhos, às culturas transgências altamente produtivas que estão sendo criadas e tem-se comida para caramba.

Esses dois fatores combinados (a capacidade de perceber os efeitos das suas ações e a capacidade tecnológica para mudá-las) se transformam em responsabilidade. Quando você faz algo de errado, sabe que está fazendo e tem condições de mudar para deixar de fazer aquilo, é sua obrigação como ser humano fazê-lo.

Mas, qualquer que seja a minha posição com relação ao que acontece mundialmente, eu estava perguntando sobre a minha posição pessoal. E conversando com a Lydia, acho que chegamos a uma conclusão razoável:

1) Vamos parar de comer qualquer tipo de carne, incluindo aí os frutos do mar.

2) Vamos parar consumir leite, ovos e queijos que usem rennet em casa.

3) Vamos parar de comprar outros produtos de origem animal como cintos e sapatos de couro.

4) Em nome da sociabilidade, a gente afrouxará um pouco as regras alimentares quando for passear ou visitar amigos. Senão não daria nem para comer uma pizza.

É pouco, menos do que a gente gostaria, mas basicamente é o limite do praticável na nossa atual conjuntura. Se um dia formos morar numa fazenda, poderemos pensar em ter nossas galinhas, vaquinha, sei lá. Mas por enquanto é o que a gente pode fazer para conciliar nossa consciência e nossa vida na sociedade moderna.

Espero que eu tenha sido um pouco mais claro desta vez. :-)

January 19, 2004

Onde a gente para?

Como vocês sabem, eu e a Lydia somos vegetarianos. Não daqueles vegetarianos ferrenhos, pois comemos ovos, laticíneos, até algum fruto do mar uma vez por outra (normalmente quando vamos a restaurantes, pois em casa é raro).

As razões pelas quais não comemos carne se modificaram com o passar do tempo. O que começou (no meu caso) como uma opção de dieta mais saudável, hoje em dia é uma opção ética.

Explicando: eu acho que hoje em dia a gente não precisaria e não deveria depender de animais, por várias razões. Mas a maior delas é que a carne, leite, queijo e ovos que comemos e o couro, as peles que vestimos e calçamos e até a comida que damos aos nossos bichos de estimação são obtidos através de animais que sofrem uma existência horrível, imposta por nós mesmos exatamente para a obtenção desses produtos. Já falei disso antes neste blog (sobre peles e sobre comida para gatos).

O problema é que isso, para mim, está se tornando cada vez mais difícil de aceitar. Quando esses animais são tratados assim, assim, assim, assim, assim ou assim, não dá para ignorar e manter minha consciência limpa ao mesmo tempo.

Eu não tenho problema nenhum com alguém que, por exemplo, come os ovos das suas próprias galinhas que são criadas soltas no fundo de casa (como meu sensei de aikidô faz). Ou de alguém que tem uma cabrita no quintal que dá leite para o filhote e sobra para a casa. Esses animais levam vidas relativamente normais, não são sujeitos à crueldade que seus semelhantes sofrem nas criações de grande porte.

Ultimamente, tenho pensado muito no que fazer. Até onde a gente tem que ir? Larga-se toda e qualquer tipo de produto de origem animal, desde comida até artigos de vestuário?

Ou então olha-se para o outro lado e finge que não sabe o que acontece? Neste caso, para quê continuar a não comer carne, já que se está hipocritamente ignorando outros produtos obtidos de forma igualmente cruel, só porque são mais inconvenientes de abandonar?

Isso é uma "ladeira escorregadia", como dizem por aqui. Se eu for me importar com a crueldade (que considero desnecessária) aos animais, teria que parar de comprar sapatos ou cintos de couro, deixar de comer laticínios (até os queijos usam rennet, extraído do estômago de novilhos), deixar de comer qualquer tipo de carne incluíndo peixe... e por que parar por aí? Não deveríamos também levar o raciocínio adiante para os humanos e, por exemplo, parar de comprar produtos feitos na Ásia por causa da exploração absurda da mão-de-obra que eles fazem por lá?

Não dá para levar o conceito do que é um comportamente ético somente até parte do caminho, isso seria hipocrisia. O que fazer então, ir até o final lógico (o que provavelmente me forçaria a morar no meio do mato, plantar e criar minha própria comida de acordo com meus princípios) ou abandonar minha ética e me juntar à massa que pouco se importa? Ou tento justificar isso com o fácil "não tem jeito mesmo"?

Alguém me ajude! :-(

December 13, 2003

Serviço de utilidade pública

O que você deve fazer se encontrar um ateísta?




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<br /> <IMG src="http://diario.liquidoxide.com/archives/images/1853/bode.gif" width="115" height="167" alt="O velho ranzinza Sr. Bode, o ateísta que busca conforto em café ao invés de Deus" style="float:left; margin-top:4px"><br /> <IMG src="http://diario.liquidoxide.com/archives/images/1853/bodefala.gif" width="243" height="87" alt="Sr. Bode diz: 'Béé! Eu não acredito em nada! Eu vou é ficar em casa no domingo!'" style="margin-top:20px"><br /> <P style="text-align:left; margin:0px">Ateístas como o velho ranzinza Sr. Bode acham que eles tem explicação para tudo...</P><br /> <P style=clear:both">...mas então, por que eles estão sempre tão tristes?</P><br />

Se você encontrar um ateísta na sua vizinhança, CONTE IMEDIATAMENTE AOS SEUS PAIS OU AO SEU PASTOR!

Você pode sentir vontade de tentar pregar a palavra de Deus para essas pobres almas perdidas. Entretanto, EVITE FALAR COM ELES!

Ateístas são normalmente muito ranzinzas e amargurados e irão agredir crianças, ou mesmo tentar enganar você e fazer você renegar a palavra do Senhor.

São necessárias técnicas avançadas de pregação para esses resmungões. Deixe os adultos lidarem com eles.

Este foi mais um serviço de utilidade pública para a proteção das nossas crianças.

P.S.: a imagem acima na verdade é uma animação em Flash... pode-se clicar em vários pontos dela, experimentem. :-)

September 7, 2003

Depois de um dia de cão...

...pelo menos uma surpresa boa me esperava quando cheguei em casa.

Achei um monte de fotografias na minha câmera! Olhem uma amostra aqui...

Editado para esclarecer: eu deixei a câmera em casa hoje, gente... não estava com ela no serviço não.

July 17, 2003

Mais gente anormal

Esta semana começou uma recepcionista nova aqui no escritório.

Batendo papo com ela, acabei descobrindo que ela é "childfree"... nem ela nem o marido querem ter filhos, gostam da vida deles do jeito que é, não querem modificar o relacionamento deles, etc, tudo o que vocês já devem ter lido aqui no meu blog.

O interessante é que ela não sabia o que era "childfree" (veja o final deste post), nem que existiam outras pessoas como eles por aí. Achava que eles deviam ser o único casal que não queria ter filhos. Mais ou menos como eu antes de descobrir que montes de pessoas compartilham da minha linha de raciocínio.

O marido dela é professor de kung-fu nos finais de semana, eles praticam escalada, gostam de passear e viajar. Bem o tipo de gente que nós precisávamos encontrar por aqui. Vamos ver se rola alguma coisa.

Definindo "childfree": o termo pelo qual o pessoal daqui costuma designar pessoas que não tem crianças é "childless". Porém essa grafia implica na "falta" de alguma coisa por subtração ou diminuição, o que no caso do pessoal que escolheu não ter filhos por vontade própria não é verdade. Daí o termo "childfree", implicando uma ausência sem ter a conotação de se estar perdendo nada.

July 6, 2003

Não teve festa hoje não

A gente não quis fazer nada este ano para os nossos aniversários... normalmente a gente faz uma festa, mas desta vez não estávamos à fim.

Fomos então passear aqui em Doylestown. Andamos pela cidade um pouco, compramos uns livros no sebo, jantamos num restaurante tailandês e depois fomos ao cinema assistir "Terminator 3".

Feliz aniversário

Não, não é post repetido.

Hoje é o MEU aniversário. :-P

July 5, 2003

Feliz aniversário

Hoje é aniversário da Lydia!

E não percam o post de amanhã.

July 2, 2003

Perguntas & Respostas

1) Ouvi dizer que você e a Lydia são "childfree"... isso é alguma doença?

Não. "Childfree" (ou CF) são pessoas que, por qualquer razão, decidiram que não querem ter filhos.

2) Aaaah. Entendi. Vocês não gostam de crianças.

Não. Só porque não queremos ter filhos, não significa que não gostamos de crianças.

Por acaso o fato de eu não querer ter uma piscina no quintal significa que eu não gosto de nadar em piscina? Ou de eu não querer ter um urso significa que não acho ursos uma fofura?

Grande parte dos CFs inclusive trabalha com crianças, são professores, voluntários em caridade, etc. O fato deles não terem crianças próprias contribui para que eles possam dedicar energia e tempo para as crianças que já estão por aqui.

Claro que tem CFs que não gostam mesmo de criança, mas qual é o problema com isso? Afinal, é um direito deles. O fato de existirem muitos pais que não gostam de criança é que é uma coisa ruim.

3) Como vocês sabem se não querem ter filhos, se vocês não fazem idéia do que é ter um?

Permita-me discordar. A gente sabe muito bem o que é cuidar de crianças e o que tem que fazer para educá-las. A grande maioria dos CFs não toma essa decisão simplesmente do nada, muito pelo contrário. Eles sabem exatamente as razões por não quererem ter filhos (o que não pode ser dito da grande maioria das pessoas que os tem).

A gente pesquisou, analisou, pesou os prós e contras, e no final decidiu que nossa vida está boa do jeito que está e que não valia à pena bagunçar tudo para ter uma criança.

Eu, pessoalmente, tenho muita experiência em cuidar de criança, tendo participado ativamente na criação dos meus irmãos, principalmente da minha irmã caçula (que nasceu quando eu tinha 13 anos, e de quem cuidava para os meus pais trabalharem). Também fui assistente de chefia de Lobinhos, crianças de 7 a 11 anos. Acho que fiz um bom trabalho em ambas as situações.

Além disso, nossos compadres nos escolheram como padrinhos da filha deles justamente por achar que, se alguma coisa acontecesse com eles, a gente criaria a menina muito melhor do que o resto da própria família deles, pois eles sabem como a gente se relaciona com crianças e conhecem as nossas opiniões e idéias sobre como educá-las.

4) Mas quem vai cuidar de vocês quando vocês ficarem velhos?

Se essa é a razão para você decidir ter filhos, sinto muito mas você tomou a decisão errada.

5) Mas e se vocês se arrependerem de não ter tido filhos?

Boa pergunta... mas uma pergunta melhor ainda é: e se a gente se arrepender de ter tido filhos? Daí é tarde demais, não dá para devolver para a loja e você tem que criar as crianças mesmo não querendo.

Portanto, faz muito mais sentido não arriscar e não envolver alguém que ainda nem existe (e não pediu para existir) na confusão.

Recapitulando:

Ser "childfree" é uma escolha. Ninguém deveria se sentir obrigado a ter filhos simplesmente porque todo mundo tem. Infelizmente isso é o que normalmente acontece, principalmente com as mulheres. Elas ainda são criadas desde pequenas para casar e ter filhos, e nunca ninguém apresenta outra possibilidade para elas.

Não querer ter filhos não necessariamente significa que você odeia crianças, ou só gosta de criticar quem tem. E também não significa que você não sabe o que a decisão de procriar envolve.

A gente, como CF, sofre muita discriminação. Desde os olhares de "coitadinhos deles", passando pela pressão para mudar de idéia vinda de familiares e conhecidos, o fato da gente pagar muito mais impostos e não receber nenhum dos benefícios adicionais por isso, até chegar nas atitudes agressivas de quem vê a nossa escolha de não ter filhos como um ataque à opção deles de ter (não tem nada a ver, claro, mas infelizmente tem gente que vê assim).

Alguma outra pergunta?

June 29, 2003

De volta ao lar

Chegamos hoje de madrugada aqui em casa. Acabamos indo dormir lá para as 3 da manhã, pois tivemos que dar atenção para os gatos, dar uma olhada na correspondência atrasada, arrumar as coisinhas mais essenciais, etc.

Os gatos ficaram bem contentes em ver a gente. A Switch cresceu um montão nesta semana que não a vimos, estava uma peste. Só queria saber de correr, pular, morder e miar, não queria nem ficar no nosso colo. Só agora é que deu uma acalmada.

A Bunny e o Van Gogh perderam peso, pois eles não comem direito quando a gente viaja. Ambos estavam com cara de cansados, acho de tanto a gatinha atazanar com eles. A Bunny inventou um miado novo que está usando agora.

A grama está alta e a casa está cheia de pêlos de gato. Precisamos limpar tudo agora, estou esperando o sol abaixar para ir lá fora cuidar do gramado. :-(

Apesar disso, voltar para casa é tão bom... :-)

June 13, 2003

Por que não eu?

Voltei do psicólogo.

Conversamos, ele me fez montes de perguntas e disse que depois de ter relido tudo o que a gente conversou antes e conversado comigo, ele acha que o meu problema é o ambiente de trabalho mesmo, que não preciso de terapia.

Segundo ele, eu não sou do tipo de pessoa que serve para viver "preso numa gaiola" o dia todo. A sugestão dele foi que eu devia procurar outro emprego, ou numa coisa que eu queira fazer ou pelo menos em outra empresa com um ambiente diferente. A mesma coisa que a Lydia tinha me falado. :-)

Ele disse que se eu quisesse ele podia aumentar um pouquinho a dosagem do remédio que tomo (que é bem pequena), para ajudar a segurar a onda até eu achar alguma outra coisa... eu falei que sim, porque está difícil de achar saco para trabalhar.

Poxa, montes dos meus amigos fazem terapia, por que eu não posso? Assim eu não me sinto "especial"... esse negócio de só tomar remédio não tem graça... ;-)

Quero fazer terapia

Tô muito louco!

Recapitulando... um tempo atrás eu comecei a fazer terapia para tratar da depressão. O psicólogo concluiu em algumas sessões que eu não precisava de terapia, meu problema era físico mesmo, e só o remédio já ia ajudar.

Isso tudo aconteceu vários meses atrás, e de fato o remédio ajudou mesmo. Mas acho que a minha resistência aos efeitos negativos de se ficar olhando para um canto de cubículo o dia todo está acabando. Comecei a ficar desanimado outra vez, com dificuldade para trabalhar.

Marquei consulta com o terapeuta para hoje. Vamos ver se ele acha que eu tenho que aumentar a dose do remédio, fazer mais terapia, mudar de emprego, ou qualquer combinação entre essas alternativas.

June 11, 2003

Aniversário

Ontem foi aniversário do meu pai... só que eu esqueci de postar. Doh!

A Juliana falou que não tinha foto dele para colocar no blog dela, mas como eu sou mais esperto, eu tenho... ;-)

Clique na fotinho abaixo para ampliar.

Na foto estão a Roberta e o Nando, em pé atrás da Juliana e meu pai.

Pena que o Dr. Roberto não lê meu blog. Acho que ele ainda não se ligou que ter acesso à Internet 24/7 é essencial para uma vida saudável... :-(

May 19, 2003

Monstruosidades

Candyman, Candyman, Candyman, Candyman, Candyman... hmmm não aconteceu na--aaaaargh!

Depois dos comentários no meu último post, fiquei com vontade de escrever sobre filmes... especialmente filmes de terror.

Acho que filmes de terror são o meu tipo de filme preferido. Seguido de perto por ficção científica e fantasia. Depois vem o resto em uma ordem não muito bem definida, mas com possivelmente os filmes de faroeste no final da lista.

Será que isso é trauma de infância? Desde criança eu assisto filmes de terror, e até hoje me lembro de muitos deles que assisti, sozinho, muitas vezes à noite. Vampiros, lobisomens, zumbis, outras criaturas das trevas e fenômenos bizarros sempre povoaram a minha imaginação.

Além dos filmes, eu também era leitor assíduo das revistas em quadrinhos do Drácula, Lobisomem, Múmia, Zumbi e Cripta, que trocava semanalmente nas barraquinhas de revistas usadas na feira. Aliás, será que ainda existem essas barraquinhas?

Ainda hoje, essa predileção permanece. Várias das revistas que eu compro regularmente tem alguma queda para o horror e sobrenatural. A minha biblioteca é dominada por livros de horror. Da minha coleção de DVDs, boa parte se concentra nesse tema -- só não é maioria por causa da Lydia, que não me deixa comprar os filmes mais podreiras. ;-)

Essa fascinação pelo sobrenatural, curiosamente, colide de frente com a minha convicção na não-existência do próprio sobrenatural. Mas pelo menos torna a vida no "interior da minha cabeça" muito interessante. Só não contem isso para o meu psicólogo.

Mas às vezes eu gostaria que essas coisas existissem mesmo, para tornar a vida da gente mais emocionante. Já pensou se para você chegar em casa à noite do trabalho, você tivesse que enfrentar vampiros, zumbis, crocodilos gigantes e etc?

April 19, 2003

Efeméride

Há exatos 10 anos atrás, eu fui ao restaurante Pantanal (na Avenida Sumaré, em São Paulo) para comemorar o aniversário de uma amiga.

Me sentei perto de uma das pontas da mesa compridona onde estava todo o pessoal. Depois de uma troca de lugares entre as garotas que estavam sentadas ao meu lado, acabei sentado ao lado de uma garota que eu não conhecia, que estudava com a aniversariante.

Talvez por não poder ouvir direito a conversa que acontecia do outro lado dela ou (minha versão preferida) por achar o nosso papo mais interessante, ela acabou se envolvendo na discussão que estava rolando entre eu e os meus amigos ali próximos.

Já deu para perceber de quem eu estou falando, não? Hoje completam-se 10 anos desde que eu conheci a Lydia. Quem diria que ia dar nisto aqui... ;-)

April 9, 2003

Explicando algumas coisas...

Primeiro, o título do meu post anterior, para quem não entendeu, faz parte de um diálogo do filme "Galaxy Quest". Quem lê este blog faz tempo talvez se lembre que eu já entrei em conflito com meu chefe exatamente por causa dessa frase... cliquem aqui para ver. :-)

Segundo, aparentemente tem mais gente que pensa como eu por aí, incluindo leitores deste blog... quem diria? Eu fiquei agradavelmente surpreso ao perceber que não fui o único a chegar às conclusões que cheguei. Fiquei especialmente satisfeito ao encontrar o artigo sobre o que é ser um livre-pensador, que dos textos que eu citei antes é o que melhor resume minha filosofia de vida.

Terceiro, espero não alienar nenhum dos meus leitores por causa das minhas opiniões. Aos religiosos, como eu disse antes, acho que a religião tem sua utilidade desde que não se torne influência prejudicial (quando passo a ser ativamente contra). Minha opinião é de que o processo que leva uma pessoa a verdadeiramente abandonar as suas crendices é extremamente pessoal e interior, e não dá para ser imposto por ninguém. Por isso não saio por aí pregando ateísmo... acho inútil. Se alguém tem interesse em saber minha opinião eu falo, caso contrário, não fico tentando converter ninguém.

Apesar da minha política normal ser não ficar fazendo propaganda, o caso deste blog era diferente. Sendo um mecanismo meu de auto-expressão, ele meio que incentiva esse tipo de discussão. Já que aqui eu coloco quase tudo o mais na mesa, achei que expor as características que formam a base das minhas opiniões era apropriado.

April 7, 2003

It's a rock monster! It doesn't have motivation!

Inspirado por um post no blog da Dani, achei que podia começar a escrever sobre as minhas motivações e como funciona (ou não) a minha cabeça. Talvez eu crie controvérsia e comece a receber flames de todo lado, então já vou me preparar e vestir uma roupa de amianto. Além disso, é capaz de eu ter que usar alguns posts antes de conseguir dizer tudo o que quero.

Atualmente as características que eu acho que mais me definem são:


  • Cético
  • Ateu
  • Liberal
  • Gente fina ;-)
Essas minhas características são o fruto de muitos anos de observação, reflexão, análise e reavaliação de valores. Vou tentar elaborar um pouco.

Já fui religioso e crédulo, e ainda me lembro da primeira pessoa que conheci que se declarava abertamente ateu. Na época (eu estudava na USP e o cara era um colega meu lá ) isso foi um choque para mim, que nunca tinha conhecido pessoalmente um tipo de gente de quem (pelo menos para mim) só se ouvia falar ou sobre quem só se lia em livros. Passado esse choque inicial, entretanto, comecei a pensar sobre isso, resolvi abrir os meus olhos e tentar julgar a validade das idéias dele. Formei minhas próprias conclusões, acabei concluindo que ele tinha razão e hoje sou extremamente cético e completamente ateu.

Isso mudou a base da minha visão de mundo, mas não mudou em quase nada o meu modo de ser ou meu relacionamento com o próximo. Na verdade, firmou muitos dos valores que eu já tinha, dando a eles um significado muito mais sólido e real.

Por exemplo, a partir do momento em que concluí que não existe nenhuma entidade imaginária lá no céu, a minha idéia de que a gente deve ser bom adquiriu muito mais força. Não se deve praticar a bondade para se livrar de passar uma eternidade no inferno, para se adquirir bom karma, ou para agradar a uma divindade qualquer. Esses, em última análise, são motivos extremamente egoístas pois a motivação inicial é beneficiar você. Na minha visão, a gente deve se ajudar uns aos outros porque não existe ninguém mais para fazer isso pela gente. Se a gente mesmo não cuidar do mundo e uns dos outros, ninguém vai.

Religião, para mim, é uma maneira das pessoas explicarem e justificarem as coisas que acontecem para elas, e de se sentir melhor que o resto (afinal, sou filho de deus, sou especial). Tem sua utilidade, mas quando interfere com a vida das pessoas de uma maneira negativa (limitando o desenvolvimento cultural, gerando exploração, criando estigmas e preconceitos, etc), perde totalmente qualquer justificativa.

Já sobre crendices... as pessoas tendem a confiar, e sempre tem os canalhas dispostos a explorar essa confiança. Desde cartomantes, horóscopos e até empresas que vendem equipamentos ou remédios milagrosos, todo mundo está aí para aproveitar o desejo das pessoas de ter alguém para falar para eles que tudo vai dar certo, que as coisas que acontecem para a gente fazem parte de algum tipo de plano, ou que você pode perder 140 kg em uma semana apenas se tomar esta pílula aqui.

É basicamente a mesma coisa que religião, no sentido que as pessoas aceitam o que lhes é dito sem provas, ou baseadas em fatos absurdos e meias-verdades que elas não se incomodam em verificar, bastando que elas se sintam bem com o que ouvem. Ou seja, é fé mesmo.

O meu abandono das "instituições" da fé cega e das crendices me fez começar a pensar mais e mais nos valores estabelecidos que são forçados na gente desde pequenos. Minha criação, graças a meu pai e a certas outras pessoas importantes na minha vida, felizmente me deu valores bastante equilibrados, então não precisei me livrar de muita coisa.

Minha filosofia pessoal é de que a gente deve ser responsável pelo que faz, ajudar uns aos outros sempre que pode, preservar o mundo onde moramos, tentar manter a nossa mente aberta e as nossas opiniões equilibradas e bem fundamentadas. Me considero uma pessoa relativamente bem equilibrada, honesta, imparcial e amigável. Mas antes de afirmar isso categoricamente, acho que vou esperar as opiniões do pessoal que me conhece... ;-)

Para saber mais, e para entender um pouco melhor como eu penso:

Introduction to Atheism: texto longo, mas excelente, sobre o que é Ateísmo e o que significa ser um ateu. Também tem versão em português, aqui.

What is a Freethinker: no curso da minha procura por referências para este post, acabei descobrindo que eu me encaixo perfeitamente no perfil de um "livre-pensador". O texto também está disponível em português, neste link.

The Voluntary Human Extinction Movement: o site que deu início ao processo que levou à minha decisão de não ter filhos. À propósito, leiam o site antes de se assustar com o título.

James Randi Educational Foundation: já ouviram falar do "Million Dollar Challenge"? Se você tiver habilidades paranormais de qualquer tipo, basta você entrar em contato com eles, falar o que você quer fazer (você escolhe), que eles providenciam um ambiente controlado onde você pode demonstrar os seus talentos e sair com um milhão de dólares no bolso se eles forem verdadeiros. Com certeza deve ter uma fila tremenda de candidatos na porta, não? Hmmmm...

April 6, 2003

Sozinhos novamente

As nossas visitas foram embora hoje de manhã. Levamos a Katie & Cia para o aeroporto de Philadelphia, onde eles embarcaram rumo à Miami.

Aproveitamos a viagem ao aeroporto e na volta passamos na Ikea para comprar umas coisinhas das quais não precisávamos com dinheiro que não tínhamos... pelo menos foi por insistência da Lydia, eu não tive culpa. ;-)

March 31, 2003

Visitas

A Katia, a irmã da Lydia que mora na Flórida, veio com o Flávio e as meninas para passar uma semana de férias lá em casa.

Vou aproveitar para tentar levar o Flávio numas aulas de aikidô, quem sabe eu convenço ele e a Kátia a praticar também. ;-)