Posts tagged Resenha

The House of Flying Daggers

hofd.jpg Ontem eu e a Lydia fomos ao cinema assistir “House of Flying Daggers“, um filme chinês sobre, claro, artes marciais. :-)

É interessante ver como os filmes de kung-fu evoluíram desde que eu era criança… atualmente as produções que eles estão exportando são extremamente bem feitas, com cenários exuberantes e efeitos especiais legais (não se vê mais cordinhas levantando os atores).

A trama, apesar das reviravoltas, é relativamente simples então não vou falar nada para não estragar. As cenas de luta são na maioria bem coreografadas (apesar do exagero tradicional e de uma ou duas cenas que ficaram meio ridículas). Os esquemas de cores usados durante o filme são magníficos, um prazer para os olhos.

Se vocês gostaram de “Crouching Tiger, Hidden Dragon” ou “Hero“, este filme também é uma boa pedida. O site oficial americano, onde vocês podem ver o trailer, fica aqui.

The Grudge

Ontem à noite fomos ao cinema assistir “The Grudge“, o remake americano do filme de horror japonês “Ju-On: The Grudge“.

O filme é satisfatório, dá sustos e arrepios, mas é tudo meio na “trapaça”, pois a história não é grandes coisas. Então, por mais arrepiantes que sejam algumas cenas, fica aquela sensação de que a coisa podia ser melhor. Nesse sentido, ainda prefiro “The Ring“.

Aliás, os japoneses tem que começar a inventar coisas diferentes para colocar em filmes de horror… para variar um pouco dos creepy molequinhos fantasmas e garotas fantasmas cabeludas. Desse jeito o povo vai enjoar… 😉

Mas falando sério, acho que essas meninas fantasmas cabeludas são como os japoneses normalmente vêem os fantasmas. A gente tem na cabeça aquele fantasma com lençol e corrente, mas os japoneses tem as yurei, espíritos de mulheres que assombram um local, em busca de vingança. Nesta imagenzinha, dá para ver na hora a semelhança entre uma yurei e a Samara ou a fantasma cabeluda do “The Grudge”.

Algum dos meus leitores de ascendência japonesa poderia comentar esta minha hipótese?

Os Incríveis

inredibles.jpg Contrariando a minha política de não assistir filmes da Disney, acabei indo assistir “The Incredibles” na sexta-feira à noite.

Eu não assisto as coisas deles por causa das coisas que eles fazem contra o domínio público, com o auxílio dos políticos que tem na folha de pagamento, só para manter o copyright do rato. Se fosse só o rato, tudo bem, mas acontece que eles arrastam talvez milhares de outras obras de literatura, cinema e outras formas de arte junto, negando ao mundo o direito de usá-las. Montes de coisas que estão com o copyright caducado, ninguém sabe a quem pertence ou todo mundo que podia ter os direitos já morreu estão aí, perdidas no limbo por causa da Disney.

Mas eu divago. Eu tinha uma boa causa, que era levar meus sobrinhos. 😉

Os personagens são relativamente bem desenvolvidos, embora caiam naquele moldinho que a Disney usa para os filmes dela. Os vilões, como sempre, são feios (dentes tortos, cabelo revoltado) enquanto os heróis são perfeitos, loiros, bonitos. Colocaram, claro, um negão “token” lá para ninguém poder acusar eles de racismo… posso estar imaginando coisas, mas para mim fica na cara que ele é um personagem que foi colocado lá só para estar lá mesmo, um “acessório” sem ter qualquer outro motivo.

Mas, minhas reclamações contra as idiossincrasias da Disney à parte, o filme no final das contas é muito legal. O pessoal que curte os filmes deles pode ir sem susto.

Traição na Casa da Colina

Fiquei com vontade de fazer uma resenha de jogo… eu costumava fazer resenhas para um mailing-list do qual fazia parte, mas aqui no blog o máximo que fiz foi descrever brevemente alguns jogos que joguei no ano passado.

Aproveitando o restinho da animação do Boardgame Rodeo, eu estava com vontade de falar sobre um jogo que comprei recentemente, “Betrayal at House on the Hill“.

bahoth.jpg

No BaHotH, cada um dos jogadores controla um investigador, perambulando pela casa para descobrir a fonte do mal que habita nela. Durante algum ponto do jogo, um dos jogadores desperta esse mal e vira um traidor. À partir desse ponto, ele joga contra todos os outros jogadores. Existem 50 cenários diferentes, com cada um dos lados (o traidor e os heróis) tendo objetivos diferentes à cumprir para ganhar o jogo.

Para ler o resto da resenha, clique abaixo.

(more…)

O Homem Elefante

Hoje foi dia de ir ao teatro… fomos ao Centre Theater, em Norristown, assistir “The Elephant Man“, estrelado pelo Pete, um dos ferradores que trabalham comigo.

O Pete faz o papel do Dr. Treves, o médico que resgata o Homem Elefante e cuida dele. Olha ele na foto do cartaz da peça, abaixo (clique para ampliar).

Gostamos muito da produção da peça. A história é muito tocante e usa o Homem Elefante para provocar a discussão do que é ser humano, e se a gente está fazendo um serviço às alturas. Vale apontar que o Homem Elefante e as pessoas envolvidas na peça realmente existiram… a peça é calcada em fatos reais.

O ator que fez o papel do Homem Elefante merece destaque. A caracterização dele não usa nenhuma maquiagem, somente expressão corporal e a voz para passar para a audiência as deformidades, as dificuldades e o tormento do Homem Elefante. A voz, especialmente, impressiona e emociona a gente. Não dá para explicar como é que ele faz.

Infelizmente, nem mesmo se algum de vocês morasse aqui perto, não daria mais para vocês assistirem: hoje foi o último dia da peça.

Sky Captain and the World of Tomorrow

Esqueci de contar… assistimos “Sky Captain And The World Of Tomorrow” no final de semana passado.

Tremenda furada. O filme tem um visual muito bacana tirado de filmes antigos, mas fica nisso. O impacto visual diminui e ser torna tedioso à medida que o filme avança, mas a história não se levanta para ocupar o lugar e manter o interesse do espectador. O resultado… um filme que se arrasta e entedia.

Recomendo só aos mais fanáticos pelo gênero por ficção científica no estilo dos anos 30 e 40.

E não é que assisti?

Contrariando as minhas expectativas, acabei conseguindo assistir “Ghost in the Shell 2: Innocence“.

O cinema resolveu deixar o filme por mais uma semana, acho. Aparentemente o público gostou, porque quando nós chegamos lá no sábado, a sala estava até que bem cheia.

Eu estava super-cansado depois de trabalhar a semana toda e acordar de madrugada no sábado para trabalhar, e estava brigando com meus olhos para mantê-los abertos.

Mesmo apesar do sono, gostei. O filme é visualmente espetacular, e apesar da trama ser complexa, naquela maneira típica de animê, é bem interessante. O passo do filme consegue ser ao mesmo tempo lento e rápido, o que é bem estranho.

O filme continua a história de um dos personagens principais de “Ghost in the Shell”, e não é uma má idéia assistir ao primeiro filme antes de ver a continuação. Apesar do segundo filme ser independente e poder ser assistido em separado (eles explicam a maior parte das referências ao filme original), é sempre legal saber o que aconteceu antes.

Acho que o pessoal chegado em animê com certeza vai gostar, então tentem assistir.

Mais barganhas

A locadora aqui atrás de casa aluga DVDs por $1 a semana… uma barganha. Então nós fomos lá na semana passada pegar uns filminhos para assistir.

E não é que eles tem um monte de filmes legais?

Alugamos “The Eye“, um filme de Hong Kong que já fazia muito tempo queríamos assistir, sobre uma garota cega que após receber um transplante de córnea começa a ver espíritos. É tipo um “Sexto Sentido” chinês.

O filme é muito bom, especialmente a primeira metade, que é muito assustadora. Algumas cenas me deixaram com arrepios pelo corpo todo, coisa que é bem rara. E eu inclusive “freaked out” a Lydia com minha interpretação da aparição do elevador. Ela me proibiu explicitamente de fazer aquilo de novo. 😯

Recomendo. Especialmente pagando só $1 para assistir! :-)

Em tempo: o site oficial é em tailandês (acho), na parte superior direita (bem pequenininho), tem um link para a versão em inglês.

Monstros de armário e outras aberrações

O Rique comentou num post no blog dele que queria um micro melhor para poder jogar “Doom 3“, a reincarnação daquele jogo revolucionário de 1993.

Pois então. Estou jogando o “Doom 3”, mas para falar a verdade estou bastante decepcionado.

O jogo não requer um micro super poderoso, apenas uma placa de vídeo relativamente nova e muita memória RAM. Meu micro cumpre o primeiro requisito mas falha no segundo, então não posso aproveitar o máximo que o jogo oferece em termos de qualidade de imagem. Mas, mesmo assim, os gráficos e o som são de babar.

Mas mesmo com toda essa evolução técnica, o jogo é basicamente o mesmo de 10 anos atrás, só em uma embalagem diferente. Tem um pouco mais de história, mas o “gameplay” é basicamente o mesmo. Você anda pelo cenário, mata tudo o que se mexe na sua frente e é atacado por todos os lados por uma horda de monstros que, apesar de terem organizado uma invasão à Terra, não parecem ter um QI coletivo de mais de 2 dígitos.

Mas o que matou o jogo para mim é a sensação que tenho ao jogar, que é a mesma de andar no trem-fantasma do parque de diversões.

Você vai andando pelos corredores, quando de repente as luzes se apagam ou mudam de cor, alçapões se abrem no teto ou portas se abrem nas paredes e monstros saem pulando em cima de você. E não estou exagerando não, é assim mesmo. Os monstros ficam dentro de armários ou quartinhos secretos de 1 metro por 1 metro de tamanho, com as portas fechadas, esperando você passar por ali na frente para eles sairem e atacarem.

Não foi feita a menor tentativa de se dar um propósito para as criaturas. Elas não estão patrulhando, não estão procurando comida, não estão investigando os equipamentos da base humana que acabaram de conquistar, não estão batendo papo na cozinha. Todas elas estão simplesmente se escondendo atrás de caixas e pilares, dentro de armários ou buracos nas paredes, debaixo de mesas, etc, apenas esperando alguém passar para elas poderem dar o bote. Você não consegue nem pegar ninguém de surpresa, porque eles sempre estão ali esperando por você. Simplesmente ridículo.

Acho que tenho que parar de perder tempo com esse jogo e arrumar uma cópia da expansão para o “Call of Duty“, isso sim. Isso sim é que é jogo! :-)

Zatoichi

Hoje fomos ao cinema assistir “Zatoichi“, a mais nova versão desse personagem que é um clássico do Chambara (o cinema de época japonês).

Zatoichi é um massagista cego que viaja pelo Japão, sempre perseguido por inimigos e caçadores de recompensa. Apesar de cego, Zatoichi é um espadachim formidável, que usa o som, cheiro e tato para lutar.

Apesar da história típica (herói chega na cidadezinha onde gangues rivais de mafiosos estão lutando entre si pelo poder), o filme é muito bacana. Algumas histórias paralelas se desenrolam enquanto o passado dos personagens é mostrado através de flashbacks.

Além disso, o filme tem um componente sonoro muito legal, talvez para mostrar a dependência que Zatoichi tem com o som. Em várias passagens do filme, você se sente assistindo a um show do “Stomp!“, onde as pessoas se movem e fazem coisas seguindo o ritmo da trilha sonora: aram o campo, martelam pregos, cortam lenha, etc, tudo seguindo a batida da música. E no final do filme tem um show de percussão. :-)

O pessoal mais “por dentro” vai reconhecer o ator que faz Zatoichi (e que também é o diretor do filme). É Beat Takeshi, que também trabalhou em “Battle Royale” e na série de TV “Takeshi’s Castle“, que inspirou as “Olimpíadas do Faustão” (eu já falei sobre isso neste post aqui).

Em tempo: o link no começo do post é para o site oficial do filme (em japonês, mas vale à pena olhar), mas para informação mais genérica vocês podem olhar na página do IMDB.

Go to Top