Nossa vidinha

Estou cansado

Queria escrever aqui hoje mas estou tão canszzz…

Alô?

Vocês nem vão acreditar quem ligou para cá hoje.

Eu estava limpando a casa, quando o telefone tocou. Atendi, e era o Bill Clinton! Ele se apresentou e, sem esperar resposta, saiu logo dizendo que nesta eleição eu deveria votar para os Democratas.

Eu quis interrompê-lo para perguntar como ele estava e etc, mas ele não parecia estar me ouvindo, simplesmente continuou falando até dizer tudo o que queria, depois desligou sem esperar resposta.

Acho que eu tenho que dar uma folga para o cara. Afinal, ele deve ser super-ocupado, mas mesmo assim tirou uns minutos especialmente para ligar para mim. É compreensível que ele não podia perder tempo com papo-furado. Com certeza ele ainda tinha muitas ligações a fazer e cada minuto conta.

Aliás o cara deve estar super-estressado, pois não tinham se passado 15 minutos e ele ligou de novo. Acho que se confundiu de número, ou então achou que eu não tinha ouvido o recado direito na primeira vez.

Obrigado por se lembrar de um zé povinho como eu, seu Clinton!

–o–

Agora, voltando à realidade… não aguento mais.

Não recebo mais ligações de telemarketers graças à “Do Not Call List”, mas essa lista não afeta organizações de caridade nem campanhas políticas. E esses caras são piores que os telemarketers, não me dão sossego.

São gravações com mensagens dos Democratas, dos Republicanos, do Bill Clinton, do Kerry, do Bush, dos candidatos locais, de gente me avisando para não esquecer de ir votar… trocentas vezes ao dia. Hoje eu estava à ponto de tirar o telefone do gancho, mas não podia porque estava esperando uma ligação.

Não vejo a hora dessa eleição passar.

Alguém pode me explicar?

Chegou hoje pelo correio um panfleto mandado pelo Partido Republicano, falando para a gente NÃO votar na candidata democrata ao Congresso aqui da região. As razões que eles oferecem são que ela:

– É à favor do casamento homossexual
– É contra definir “casamento” como a união entre um homem e uma mulher
– É contra a guerra no Iraque
– É contra o Patriot Act
– Quer cortar o orçamento do programa de defesa contra mísseis

Alguém pode me explicar por que isso tudo acima é ruim? Pensei, pensei, mas o máximo que consegui foi decidir que você tem que ser muito idiota e desinformado para achar que a posição contrária à dela é a certa.

Para falar a verdade, tem dois itens relacionados com impostos que são distorções para enganar trouxa, então nem coloquei na lista acima. Simplesmente os desconsiderei.

Tenho que agradecer aos republicanos por ajudar a gente decidir em quem vai votar. Uma dica: não vai ser no candidato deles.

Ah, quase me esqueci: o fundo do panfleto é um desenho de dois caras vestidos de noivo, de mãos dadas e olhando um para o outro. Como esses republicanos são um bando de homofóbicos ridículos. Olhem o panfleto aqui, a primeira imagem é a capa e a segunda o interior.

Sozinho de novo

A Lydia vai me abandonar de novo, desta vez por 3 noites.

Hoje à noite ela vai direto do serviço para um evento em Philadelphia, depois vai dormir na casa de um casal amigo nosso para poder pegar o trem em Trenton amanhã bem cedinho, rumo à Washington DC, onde vai participar de uma convenção para Graphic Designers. Volta só no sábado.

Enquanto isso eu fico em casa cuidando dos bichos. Hoje não tenho serviço, nem sexta. Vamos ver se eu deixo a preguiça de lado e trabalho com a minha forja nova um pouco. 😉

Sozinho em casa… por uma boa causa

A Lydia tirou hoje e amanhã de folga no serviço e se mandou para New Jersey, me largando em casa sozinho com os bichos.

Ela foi participar do Create-A-Thon 2004, um evento nacional durante o qual montes de agências de criação no país reúnem voluntários e trabalham direto por 24 horas para executar, de graça, projetos para várias instituições de caridade e sem fins lucrativos.

Só vou vê-la de novo amanhã. Ou talvez aqui, no fotoblog do evento. O estúdio onde ela está tem uma página para o evento também, para quem quiser maiores informações.

Além da caridade, essa vai ser uma boa oportunidade para a Lydia fazer mais uns contatos com gente da área dela. Quem sabe não aparece um empreguinho novo? 😉

É bão ser ispertu

Panfleto pendurado na parede da CompUSA, loja de computadores e eletrônicos, aqui perto de casa:

 

Knowledge
is
Power
 
Learn how to
navagate you’re
way thru the
Internet

Realmente, conhecimento é poder. Mas a capacidade de escrever corretamente não deve ser pré-requisito…

Fazendo as compras

Hoje fomos ao Costco, um desses mercados atacadistas que vende as coisas em grandes quantidades (tipo o Makro, no Brasil). A Lydia abriu uma conta lá junto com a cunhada, para a gente poder comprar algumas coisas que valem à pena pelo preço.

Compramos um sacão de 12 quilos de arroz tailandês, da marca “SUPER lucky ELEPHANT”, com aroma de jasmim. É bom saber que o tal elefante, além de cheirar à jasmim, não é simplemente “lucky”, mas “SUPER lucky”. 😛

Queríamos comprar umas frutas, mas infelizmente comprar quilos de maçãs ou de uvas não daria certo (as caixas eram enormes). Acabamos comprando uma caixa com 20 kiwis… vamos comer kiwi até o fiofó fazer bico. 😉

Na saída, vimos um cara carregar o porta malas, virar as costas e entrar no carro, deixando a porta do porta-malas aberta. Já estávamos achando estranho quando o porta-malas se fechou automaticamente quando o cara ligou o carro. Fiquei estupefato com até onde a preguiça do ser humano chega… 😯

Acabou a mamata

Eles finalmente vieram desligar o nosso serviço de TV à cabo. Pelo menos assistimos por um mês de graça.

Por outro lado, agora vamos voltar a fazer as coisas que costumávamos: trabalhos manuais, passeios pela vizinhança, etc. Mesmo assistindo pouca TV, o pouco que assistíamos acabava atrapalhando o nosso esquema. Agora não vamos mais ter desculpa. :-)

Oito anos!

Passou batida a data… só fui me lembrar agora.

Nesta quarta-feira completaram-se oito anos desde o dia em que desembarcamos aqui nos EUA com a nossa mudança. Era a primeira vez que eu pisava em terras estadunidenses.

Às vezes parece que foi no ano passado que nos mudamos, às vezes parece que já fazem décadas que estamos aqui.

Foram oito anos de muitas alegrias e muitas tristezas e muitas saudades, mas isso é normal na vida de todo mundo, sejam eles expatriados ou não, né?

Cadê meu sotaque que estava aqui?

Na quarta-feira eu estava falando ao telefone (marcando horário para levar o carro na concessionária) e a Lydia comentou que eu estava falando diferente, com mais desenvoltura e com menos sotaque.

Acho que tenho que agradecer aos ferreiros/atores com quem trabalho. Sendo atores, eles sabem como focalizar a voz para conseguir diversos sotaques ou, como no meu caso, deixar de ter um sotaque.

Eles tem me treinando para falar como um americano. O processo é bem interessante. Eu tenho trabalhado nisso desde que vim para cá — nunca parei de tentar melhorar meu sotaque — mas quando se tem orientação “profissional” a coisa muda de figura… :-)

Depois de ouvirem eu falar bastante, eles começaram a tentar imitar o meu sotaque para entender como é que eu formava os sons. Depois me mostraram como é que os americanos, ingleses, irlandeses fazem para gerar os sons quando falam (onde é o ponto focal da formação das palavras para cada sotaque), para eu entender a diferença. Agora eles ficam me corrigindo e orientando quando eu falo (e, claro, aproveitando para tirar um sarro com as coisas que eu falo errado).

Muito instrutivo… ainda falta muito para eu perder completamente o meu sotaque (pelo menos tão completamente quanto se pode perder, não sendo nativo), mas eles tem me dado dicas que aparentemente fazem diferença. São coisas simples, mas que não se aprende na escola. A não ser que seja escola para atores, acho. 😉

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