E foi-se o Dio

Não costumo ficar fazendo onda sobre gente famosa que morre, mas neste caso vou abrir uma exceção… ontem morreu o Ronnie James Dio, uma das personalidades que mais influenciou o rock pesado e o Heavy Metal. É por causa do Dio que Metal é o meu gênero de música preferido.

A memória mais antiga de video musical que tenho é do “Rainbow In The Dark”, passando num programa acho que na TV Cultura. Me lembro estar assistindo na TV branca-e-preta do quarto dos meus pais, olhando para a tela espantado, pois nunca tinha ouvido nada parecido antes: um cara cabeludo, feio prá dedéu mas com uma voz impressionante, cantando uma música dramática, elaborada, pesada. Aquele foi o momento quando minha opção musical foi definida… eu seria “metaleiro” para o resto da vida. :-)

Sabe aqueles vídeos que mostram os moleques na frente da tv sendo dominados pelo Metal? São verdadeiros, aconteceu comigo. :-P

Valeu, Dio!

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Cri-cri-cri-cri…

Tá um silêncio aqui… só os amarantos secos rolando com o vento.

Tenho estado bem ocupado, trabalhando demais durante o dia e à noite, nem tenho ânimo de escrever nada mais complicado que meus tweets. Coisa para falar até tenho, mas acaba não saindo nada.

Mas não assustem, não larguei o blog não. É só um período de baixa frequência. :-)

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Barulho e perda de audição, segunda parte

Continuando o assunto do post anterior sobre barulho e perda de audição.

Fui ao ot… otorr… oto… doutor :-P ontem, para ele dar uma olhada nos meus ouvidos. Fiz teste de audição e exame, mas ele não achou nada de errado.

Meu teste de audição foi muito bom, por enquanto não tive perda auditiva nenhuma, teve só um tropeço pequeno numa frequência, que o médico disse que normalmente indica zumbido no ouvido (que eu tenho mesmo). Mesmo assim, ainda está tudo bem dentro dos padrões considerados normais.

Ele acha que eu estou com alguma reação alérgica porque as mucosas nasais estão inchadas, me deu um bagulho para lavar o interior do nariz e os seios nasais. Além disso, eu tenho marcas em torno da língua que indicam pressão contra os dentes, provavelmente causada por contração dos músculos do maxilar. Tenho que prestar atenção e tentar não contrair o maxilar quando estou me concentrando ou fazendo algum esforço. Segundo ele, essas coisas podem estar causando o aumento no zumbido.

A visita não resolveu muito, mas agora sei que pelo menos não perdi capacidade auditiva. Estava ficando meio preocupado, tinha até instalado um aplicativo no meu iPhone para medir nível de ruídos e estava medindo tudo para saber quanto alto eram o barulho do carro, o som do rádio, etc. :-)

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Trabalho de equipe

A Bunny estava me ajudando com as coisas que tenho que fazer no computador:

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Acabou a hibernação!

Hoje começou oficialmente a primavera, a nossa marmota saiu da toca:

Tá magrinha, coitada...

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Barulho e a perda de audição

De uns tempos para cá venho pensando bastante no assunto de perda de audição… tenho uma sensibilidade nos ouvidos que começou uns anos atrás, um pouco depois que comecei a trabalhar como ferrador. Esse foi o motivo que me fez dar os papagaios, que acabaram piorando a situação e provavelmente me deram o começo de zumbido nos ouvidos. Era muito baixinho antes, mas ultimamente tem aumentado perceptivelmente, ao ponto de em certos dias atrapalhar na hora de dormir.

No meu caso o dano auditivo é um risco ocupacional e não-ocupacional: juntando a martelação diária e a bateria nas horas vagas, boa coisa não podia dar mesmo.

Eu tomo o cuidando que posso:  durante o dia quando estou ferrando cavalos eu uso protetor auricular quando trabalho na bigorna e uso o esmeril; nas horas de folga toco bateria eletrônica com um volume não muito alto. Mas volta e meia acabo tocando bateria acústica, como por exemplo agora na School of Rock, então nesse caso eu uso tampões nos ouvidos. Estava usando uns genéricos, mas ontem comprei um par de tampões de ouvido especiais para músicos.

E falando da School of Rock, eu sou o único que usa proteção nos ouvidos lá. :-|

Modifiquei um gráfico que achei na internet para mostrar para vocês a diferença de volume de sons, para vocês terem uma idéia de quanto tocar bateria faz mal para a saúde auditiva… :-)

Cliquem para aumentar, senão não vai dar para ler.

Cliquem para aumentar, senão não dá para ler.

A escala de decibéis é logarítmica, como vocês podem ver pela curva no gráfico. Isso quer dizer, por exemplo, que um som de 80 dB é umas 4 vezes mais alto que um som de 60 dB. A curva sobe tão rápido que não cabe na imagem. :-)

Outros exemplos interessantes de níveis de som: um concerto de rock na frente do palco gira em torno de 110 dB. Um iPod alto chega também aos 110 dB. As marteladas que dou nas ferraduras estão por volta dos 140 dB.

Moral da história? Use protetores de ouvido quando for estar sujeito a níveis excessivos de barulho (shows de rock, fábricas, etc) e não escute música alta. Uma vez danificada, a audição não tem conserto, daí vocês vão ficar ouvindo zumbido o resto da vida, como eu… e acreditem, não é nada bom. :-(

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iDock de pobre

Quem não tem iDock, caça com iMug! :-)

Não é que funciona?

O som fica pelo menos umas 2 ou 3 vezes mais alto e mais “cheio”.

Tirei a idéia daqui, mas eu achei que o som na caneca fica melhor do que no copo.

Dica da Roberta: o meu iPhone tem uma capa que afasta a saída do falante do fundo do copo, então talvez vocês precisem colocar algum objeto pequeno dentro do copo para servir como espaçador entre o fone e o fundo.

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Rotina de solteiro

Esta é a minha rotina diária enquanto a Lydia não volta de viagem:

  1. Acordar
  2. Blé
  3. Dormir
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Ouvindo as mesmas músicas sem parar…

Faz tempo que não coloco nada aqui, então deixa eu colocar a lista de músicas que vou tocar naquele programa do School of Rock:

“Jailbreak” – Thin Lizzy
“Man In The Box” – Alice in Chains
“Paranoid” – Black Sabbath
“Rock And Roll” – Led Zeppelin
“I Need To Know” – Tom Petty
“T.N.T.” – AC/DC
“Mr. Brownstone” – Guns N’ Roses
“Fly By Night” – Rush
“Jumpin’ Jack Flash” – The Rolling Stones
“While My Guitar Gently Weeps” – The Jeff Healey Band

Como sou o único baterista no programa, vou acabar tendo que tocar todas as músicas, exceto a última da lista. Um outro tiozinho quer tocá-la para experimentar como é ser baterista, então essa eu vou *cantar*… OH NOES! ;-)

Já ouvi todas essas músicas tantas vezes que acho que depois que terminar o programa, nunca mais vou querer ouvir nenhuma delas pelo resto da vida. :-|

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A ignorância por trás de um sorriso

Wendy Wright, the face of stupidity

Sério, ela fica com essa cara a maior parte da entrevista.

Richard Dawkins se encontrou recentemente com uma tiazinha chamada Wendy Wright, de uma associação chamada “Concerned Women for America” (não vou nem colocar link para não prestigiar) que propõe, entre outras coisas, o ensino do Criacionismo nas escolas.

A entrevista de pouco mais de uma hora de duração é uma tortura para se assistir. O nível de ignorância mostrado pela tiazinha, combinado com uma máscara rígida em forma de sorriso condescendente que ela não tira da cara, causam agonia e um desejo quase incontrolável de socar em qualquer espectador com um mínimo de racionalidade. Não sei como Dawkins aguentou, eu sinceramente não conseguiria.

A tiazinha se repete constantemente, insistindo numa conspiração mundial e dizendo que não existe evidência que sustenta a Teoria da Evolução, completamente ignorando o que Dawkins fala quando ele explica que existe e onde ela pode encontrá-la. Ela também demonstra ignorância total sobre como ciência funciona e o que é “evidência”. Ao mesmo tempo inventa “fatos” e, à despeito de não ter formação científica nenhuma e obviamente nenhuma instrução séria sobre o assunto, insiste em explicar o funcionamento da ciência, da comunidade científica e do DNA para um dos maiores geneticistas da atualidade.

Por exemplo, no começo da parte 2 da entrevista, ela diz “me mostre os ossos, me mostre a carcaça, me mostre a evidência de um estado intermediário entre uma espécie e outra”. Dawkins explica que cada fóssil basicamente é um estado intermediário entre duas espécies, ao que ela retruca que então os museus deveriam estar cheios desses fósseis e dá risada quando Dawkins fala que sim, eles realmente estão. Qualquer um que já foi a um museu já viu esses fósseis, mas aparentemente na realidade que essa mulher vive, eles não estão lá. Imagino se quando ela vai ao museu, se é que vai, ela olha em volta e só vê paredes e mostruários vazios.

É o típico comportamento criacionista/fundamentalista. Essa mulher tem uma parede intransponível na frente dela, que rebate qualquer explicação que não concorda com o que ela quer, por mais óbvia que seja. Quando confrontada com as falhas, erros e inconsistências dos argumentos dela, ela simplesmente não escuta o que você diz e muda de assunto ou repete o que falou antes, como se você não tivesse falado nada.

A entrevista completa, em inglês, está dividida em uma série de vídeos de aproximadamente 10 minutos cada. Eu assisti às três primeiras partes, foi o máximo que aguentei. Se alguém conseguir assistir tudo, me avise.

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